paternidade

Quando o papai é um presente, cheio de histórias para se reconhecer e guardar

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Olá mamães,

Como na maternidade, a fases do vídeo game vão passando e os desafios aumentando. Para tal agora quem escreverá direto aqui para vocês serei eu, Verônica Muccini. A Nati vai continuar escrevendo sobre moda, viagens e os outros assuntos do blog. Mas agora aqui na Coluna Papo de Mãe, poderemos trocar figurinhas diretamente. Eu e vocês! Não é legal?

O dia dos pais passou e resolvi falar um pouco sobre como são as coisas lá na Casa dos Esquilos (juro que escrevo em outro post toda essa história do Baby Esquilo, logo da Família Esquilo). Lá vai!

Como no livro do Piangers, O Papai é Pop, em que ele fala que “Todo pai é um colecionador de histórias. Cada história é um presente que nossos filhos nos dão. Guarde bem os seus presentes”. Tenho certeza que o papai do João Henrique, o Henrique é um excelente colecionador de histórias. A gente sabe, e ele mesmo costuma contar aos amigos que a paternidade ativa só começa quando o bebê nasce. Já contei o nascimento do João Henrique aqui e que quando ele nasceu ele foi para os nossos braços apenas para a fotografia e foi direto para a CTI. Quando o JH nasceu eu vi um Henrique completamente diferente do que eu conhecia, conheci ali o papai Henrique, e tenho certeza que ele se reconhecia também.

Papo de Mae - maternidade - pais - fotografia - moca fresca

O Henrique conta para os amigos que a ficha do nascimento do nosso #babyesquilo só caiu quando a médica disse: “Agora papai, vai lá na administração e interna ele na CTI”. O coração que já havia passado o dia acelerado, acelerou de forma diferente. Acelerou no Henrique pai, que via o filho ao invés de ir pro quarto junto comigo, ficar em uma incubadora por não sei quanto tempo. Quando nasceu o João Henrique nasceu um coração de pai acelerado e completamente apaixonado.

Como eu não podia subir para a CTI por conta de cesárea, o Henrique não saía de lá um minuto sequer, acordava de madrugada para ir vê-lo, me ajudou e apoiou quando tive que ir para o lactário, e quando saí de lá aos prantos contando que fiquei uma hora e meia para sair 10ml de colostro (uma frustração para quem sonha em amamentar e ter aquela livre demanda que a Organização Mundial da Saúde tanto fala).

Conheci um leão, que brigou com quem fosse preciso para que os remédios do nosso filho fossem dados nos horários certos, que chorou comigo quando o nosso filho saiu da CTI e podia ir pro quarto. Acho que foi um dos momentos de mais alívio, teríamos o nosso pequeno junto da gente. Conheci um pai que leu meticulosamente todo o manual de instruções do bebê conforto (e homens são totalmente avessos a manuais de instrução) para instalar no carro e não ter nenhum problema com o nosso maior tesouro.

Conheci um Henrique que acordava as três horas da madrugada comigo para me acompanhar na mamada e que eu entregava o JH para arrotar, e as sete horas da manhã acordava para ir trabalhar.

Papo de Mae - maternidade - pais - fotografia - moca fresca 3

Sabe quando você ainda solteira, sonha um dia em ter filhos e pensa, quero um pai atencioso, companheiro, participativo e que ainda me ache linda de pijama acordando de madrugada para amamentar e que se precisar fica sozinho com o nosso filho enquanto eu consigo tomar um banho tranquila? Tenho a sorte de ter esta história para contar, e este presente para guardar. Desde que o JH veio para casa o banho é por conta dele, hoje com nove meses, a hora do banho é a hora da festa deles, é emocionante de ver. Quando olho os pés bisnagas do meu filho vejo que são iguais aos pés bisnaga do meu marido, e me apaixono mais e mais por estes dois pés, que ao meu lado trilham a nossa história, as nossas conquistas e os nossos presentes, como diz o Piangers.

Me apaixono e reconheço até os resmungos dos meus dois Henriques e agradeço ao papai do céu todos os dias por ser assim, com eles e mais ninguém.

Papo de Mae - maternidade - pais - fotografia - moca fresca 2

Espero que vocês tenham gostado da novidade e vamos nos ver agora muito mais por aqui! :)

Confesso que para escolher as fotos dos meus meninos foi um trabalho muuuuito difícil, já que a Michele manda super bem. E a mamãe esquilo aqui fica babando! Estas fotos foram do “Projeto Amor de Bebê” do mês de agosto, que tinha como tema o Dia dos Pais! Não ficou um ahazo? (Sou suspeita!) hahaha…

E por ai mamães, como são as histórias e presentinhos paternos?

Beijos,

Verô Muccini

Papo de Mãe: Sobre o acolhimento e a tecnologia

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Na coluna desse mês a Vero nos conta como foi – e a importância – do apoio dos pais e amigos na hora em que a coisa aperta, quando o bebê nasce! ps. Estamos super felizes com o retorno de vocês! Tanto que preparamos o Primeiro Encontro da Coluna Papo de Mãe! No fim do post eu te conto os detalhes (;

Só quem é mãe sabe o quanto a gente fica atormentada quando um filho nasce. O bebê chorou! O que será agora? Será que é fome, será que está com a fralda limpa? Os serás são muitos, as dúvidas nem se fala. Será que estou fazendo certo? Por mais que o bebê seja um relógio e mame, na melhor das hipóteses de três em três horas, os três primeiros meses são no mínimo complicados, e a ajuda da mãe, da irmã, da avó, da sogra, da melhor amiga neste período é mais do que bem vinda. 

Baby Esquilo Chegando_7

Se eu começar a contar aqui sobre este período vocês vão dizer que eu to mentido. Minha madrinha, quando o João Henrique nasceu, brincou comigo que eu não tinha nenhum pecado para pagar, pois meu filho era calmo. Mamava de três em três horas, dormia, não tinha cólica – a única coisa que ele tinha eram os benditos gases, mas que depois que eu descobri como administrar, era uma maravilha.

Era como se não tivesse bebê recém nascido em casa. Meu baby esquilo começou a dormir a noite toda com dois meses – sim, tínhamos e ainda temos uma rotina com ele à noite e não abrimos mão, mesmo quando ele dorme na casa dos avós.

Mas eu falei, falei, falei e não cheguei ao ponto central do post, as redes de apoio que eu ganhei desde que o João Henrique nasceu, mesmo ele sendo um bebê tranquilo. Pois se eu dissesse que mesmo ele sendo tranquilo eu não me cansei emocionalmente e fisiologicamente eu estaria falando a maior mentira. Bebês, mesmo calmos, cansam. Nós mães os amamos muito, mas cansamos. Ninguém contou que a gente não é uma “boa pessoa” com sono, apenas nos diziam dorme enquanto tu pode. Quando eu ouvia pensava: se isso é conselho que se dê, né?

Eu consegui passar por este período de tormenta inicial com o apoio da minha mãe e da minha irmã, que fez um intensivo e só não amamentou o João Henrique pois não tinha leite. Eu digo pra ela, madrinha é pra essas coisas! Alô Dona Márcia e Mariana! Minha sogra nos finais de semana ficava também com ele para que eu e meu marido pudéssemos dormir. Beijo Vânia!

Ainda quando eu estava grávida descobri que várias amigas, várias não… mas umas cinco, iriam ter filhos na mesma época. E eles se tornaram irmãos de barriga. E aí, usei a tecnologia a meu favor, criei um grupo no WhatsApp nominado “Mamães” para trocarmos ideias, aflições e nos manter acordadas na mamada das três horas da manhã. O grupo começou com cinco mães, hoje somos em um pouco mais, mas viramos meio que mosqueteiras. Uma por todas, e todas por uma. Entrava uma mamãe grávida, acompanhávamos a gestação, o nascimento e daqui a pouco estaremos todos no primeiro aninho apagando as velas do parabéns! Aprendi com a maternidade que precisamos nos unir e não nos distanciar e julgar. Julgamentos já basta os nossos internos, que a gente tem de mooooooooooonte!

E para espalhar o amor, dividir as nossas angústias, medos e pequenos prazeres criei um grupo aqui da coluna, o Papo de Mãe no Facebook. Aprendo todos os dias com os relatos, me emociono com as histórias das mães. O que me deixa muito feliz e orgulhosa. Pois é isso que precisamos: acolhimento, amor e ajuda.

E aí, mamães, como foi esse momento pra vocês? Como foi o apoio? 

E o Primeiro Encontro da Coluna Papo de Mãe já tem data marcada! Vai ser no Bella Cittá Shopping em Passo Fundo, neste sábado, 29, a partir das 16h. Vai ter palestra com as meninas do Recanto Vida sobre o desenvolvimento da criança de acordo com a idade, coquetel e exposição de fotos do Projeto Amor de Bebê da fotógrafa Michele Sautner. Pra participar é só retirar o convite, gratuito, nas lojas apoiadoras no Bella Cittá – citadas abaixo do convite. Vem que vai ser bem bacana!

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