Canadá

Vancouver: Bowen Island

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No início de outubro estávamos eu e minha amiga Gabi em Vancouver, sem planos para o final de semana. Isso era inadmissível pra nós. Como ficar em casa tendo Vancouver pra explorar? Como desperdiçar aquele tempo precioso que tínhamos nas mãos?

Àquela altura da viagem já tínhamos feito praticamente tudo o que queríamos, e estávamos realmente sem ideias. Aí fui perguntar para a minha host mother se ela teria alguma dica pra nos dar, baseada nas coisas que tínhamos feito. Ela começou sugerindo vários passeios (vários já tínhamos ido) até que falou sobre os ferries.

Vancouver fica na costa, com várias ilhas ao redor. Era isso! Tínhamos um plano. Ir, de ferry, até Bowen Island, uma ilha há cerca de 20 minutos partindo de Horseshoe Bay, que fica em West Vancouver.

Gabi comprou a ideia e lá fomos nós. A encontrei numa parada no Park Royal em West Van e de lá pegamos o bus até Horseshoe Bay. Ir até lá garante lindas paisagens da janela do ônibus. E ir até Horseshoe Bay, o ponto mais a oeste de Vancouver, já seria um bom passeio. A vila é uma graça, com o terminal de ferries e vários restaurantes, lojinhas de artesanato e cafés de frente para o porto (que é pequenininho, mas uma graça!). Ai, o outono no Canadá… #lovefall

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Horseshoe Bay, West Vancouver

Partimos para Bowen Island. A viagem é bem curtinha e custa $12. Muita gente vai pra ilha pra fazer trilhas, pedalar, relaxar e até comer em um dos restaurantes super charmosos de lá.

Chegamos com fome e paramos num restaurante chamado Rustique Bistro. Comemos um crepe muito gostoso e descobrimos que a dona era francesa. Bingo! Os crepes franceses são os melhores do mundo. Demos sorte.

Satisfeitas, fomos caminhar. Fizemos uma trilha bem leve pela mata que passava num lago gigantesco. O caminho era sensacional. O outono deixava tudo mais lindo. Folhas no chão, aquela brisa boa. Passamos bons momentos ali.

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À tardinha retornamos porque não queria perder meu último ônibus pra casa (sempre era essa novela!) haha.

Fica a dica pra quem tem tempo na cidade, gosta de trilhas, natureza e acredita que pode sempre descobrir e conhecer muito mais.

Com carinho,

Nati

Vancouver: Deep Cove

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Um passeio delícia e imperdível pra quem está em Vancouver é ir até Deep Cove. Um dos lugares mais bonitos que já fui, com certeza. Fica a cerca de 30 minutos de downtown (em North Vancouver) e você vai de ônibus, bem tranquilo. O local é um vale de montanhas com vista para o mar, com várias casas lindas.

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O ônibus te deixa numa espécie de centrinho (que tem duas quadras, é bem pequeno mesmo) com restaurantes e lojinhas. Não deixe de tomar um café e comer um donut no Honey Doughnuts and Goodies. É gordinho, mas bem gostoso. Andando um pouco você chega numa pracinha, que dá de frente para o mar. Lá muitas pessoas alugam caiaques no verão.

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Mas o mais bacana de Deep Cove é fazer uma trilha de mais ou menos 40 minutos pelo morro. A recompensa é uma vista incrível. É de se emocionar de tão lindo. Fui duas vezes. Uma com minhas friends e outra com o marido. E as duas vezes a gente ficou ali, apreciando e agradecendo!

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Sensacional, gente!

Deep Cove é aquele lugar pra guardar no coração. Podem colocar na listinha dos top 10 de Vancouver. Aliás, tive a ideia de fazer um ranking dos lugares/coisas/restaurantes “mais mais” na minha opinião na cidade O que acham da ideia? Assim fica tudo num mesmo post.

Beijos,

Nati

 

Diário de Intercâmbio: O meu dia-a-dia de intercambista em Vancouver

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Uma semana que estou de volta ao Brasil. Já deu pra sentir a vida real novamente e posso, com calma, escrever pra vocês sobre como era minha rotina de intercambista em Vancouver, no Canadá.

Essa foi a minha primeira experiência de intercâmbio e a primeira vez que viajei sozinha. E posso dizer que foi demais! Eu voltei do Canada amando aquele país. E olha que falta conhecer uma boa parte ainda! Vancouver foi uma decisão bem acertada. A cidade te convida pra sair pra rua e viver muito. Quem me seguia no insta (@natigrazziotin) pôde conferir do que eu tô falando. Saí de lá, mas um pedacinho do meu coração ficou. E não sou só eu que senti isso, não. Muitas pessoas que conheci sentiram o mesmo. Vancouver me abraçou e eu abracei Vancouver.

intercâmbio canada - vancouver 2Na Universidade de British Columbia (UBC)

Como vi que muitos de vocês chegaram até o blog por causa do meu intercâmbio, decidi contar como era o meu dia-a -dia por lá. Antes de ir, sentia falta desses relatos. Por isso, aqui está o meu.

Fiz o programa de estudo de inglês pela CI Intercâmbio aqui em Passo Fundo. Lá, eles me deram várias opções de escolas. Pesquisei e escolhi a ILac por ter o programa que eu queria (5 horas de aula por dia, segunda a sexta) e uma estrutura bacana. O programa que fiz era o intensivo de inglês geral. Mas na escola tem outros programas, com mais horas-aula, preparação para o TOEFL, etc. Isso você se informa na sua agência ou no próprio site da escola.

Fiquei em homestay. Isso significa que eu morava numa casa de família. Tinha um quarto só meu e o banheiro era compartilhado. Tinha também café da manhã, almoço e janta inclusos no pacote. Mas tudo isso pode ser ajustável. Como foi minha primeira experiência sozinha num país desconhecido todo o conforto era bem-vindo. Hoje já faria diferente. Não que tenha sido ruim – pelo contrário, aconselho pra todo mundo viver isso pelo menos uma vez – mas já tive essa experiência, e me sinto mais segura se tivesse que morar sozinha de verdade.

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Minha host family no meu primeiro dia em Vancity

Morava numa casa em West Vancouver, mais precisamente em British Properties. É uma região nobre e bem longe de downtown. Como tinha que pegar o ônibus às 7h30, acordava às 6h30. Tomava banho, me arrumava, tomava café da manhã com meus roommates (na minha casa tinha 3 quartos pra alunos) e ia pra bus stop. 

Chegava em downtown aí por 8h25 e minha aula começava às 8h30. As aulas eram só com um professor. Nas terças e quintas a gente tinha elective class do meio-dia às 13h30. Nos outros dias, a gente almoçava um sanduíche (que eu levava de casa) às 11h30 e ao meio-dia a aula normal recomeçava.

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Eu e Nathi brincando no museu de música em Seattle – teve post no blog, já viram?

No início eu me sentia bem cansada porque não tava mais acostumada com aula! Mas depois da primeira semana, embalou. Adorava minha turma e meu professor. Entrei no pre-advanced (a gente faz um teste de nivelamento no primeiro dia de aula pra saber qual vai ser o nível).

De 15 em 15 dias a gente fazia uma prova pra ver se subia de nível. A ILac usa o Cambridge English, então as provas era em inglês britânico, o que tornava as coisas mais complicadas. Mas no fim foi bom porque treinamos nossos ouvidos para outros sotaques, não só o canadense. Falando nisso, pra quem quer aprender inglês o Canadá é uma ótima pedida também pela questão do sotaque. Os canadenses não pesam na língua. Eles falam de forma clara e limpa. É bem tranquilo de entender.

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Turminha boa em Tofino, BC – também já teve post!

Bom, a gente saia da escola às 13h30 (no inverno passou para as 14h) e ia desbravar a cidade. Cada dia convidávamos um grupo de amigos e íamos conhecer um parque, um museu, um bairro, alguma coisa a gente sempre fazia. O negócio era não voltar pra casa! A gente pesquisava eventos, feiras, etc nos sites que mostravam programações em Vancouver (tem vários, gostava desse) e se mandava! Aqui no blog já contei sobre vários passeios, é só pesquisar ali em cima (:

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Minha amiga niiinda Gabi na volta de Tofino e no fundo “apenas” um pôr do sol sensa

Ficava de olho nos horários dos ônibus e ia pra casa a tardinha. Jantava com a família por volta das 19h30. Quando queria jantar na rua mandava uma mensagem avisando e voltava mais tarde. Durante o jantar minha host family conversava com a gente, perguntava o que tínhamos feito, era bem bacana porque podíamos praticar ainda mais o inglês. Depois, lavava a louça e íamos para o quarto. Aproveitava pra falar com a minha família aqui no Brasil e com o marido, né? Era nessa hora que entrava na internet, fazia o homework e redações para o dia seguinte.

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Em Bowen Island

Era isso, no outro dia começava tudo novamente! Nos fins de semana sempre combinávamos uma viagem curtinha ou então alugava uma bike, íamos para um parque, fazíamos uma trilha… Enfim, sempre inventávamos uma atividade.

Já falei demais! Espero que essas infos esclareçam a cabecinha de quem quer fazer intercâmbio mas tem medo e/ou tranquilizem aqueles que estão a um passo de viver essa experiência!

Gostaram, pessoal?

Beijos,

Nati

Parques em West Vancouver

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Tenho tanta coisa pra contar da minha viagem/intercâmbio que nem sei por onde começar. Fiz uma listinha dos meus lugares favoritos de Vancouver e vou postando aos poucos pra vocês, ok? Começando pelos parques da região onde eu morava, West Vancouver. Pra quem está em Downtown tem que atravessar a Lions Gate Bridge que chega em West Van. A região na verdade é um distrito, assim como North Vancouver, e tem diversos parques lindos. Tenho 3 pra indicar pra vocês:

Whytecliff Park

Pra chegar lá você pega um ônibus até Horseshoe Bay (indico o Google Maps pra pesquisar o itinerário, funciona muito), desce numa parada e caminha uns 20 minutos até chegar no parque. O caminho em si já garante boas fotos. A gente passou por uma praia linda! Chegando lá você encontra uma prainha com areia e um caminho de pedras que entra no mar. Fomos até o fim do caminho (vá de tênis, porque tem que subir nas pedras) onde no meio de tantas pedras uma árvore sobrevive! It’s breathtaking! Ficamos lá, só admirando. Ahh, muitas changes de se ver focas por lá também.

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Ambleside Park

Esse parque fica atrás do Park Royal, o shopping de West Van, e primeira parada do ônibus depois da ponte. Aliás, do parque tem-se a vista mais bonita da ponte na minha opinião. Além de muitas trilhas, lugar pra fazer piquenique, pedalar ou simplesmente passear sem pressa. Tem uma prainha onde é permitido cachorros. Uma fofura os bichinhos na água!

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Light House Park

Outro parque cênico de West Vancouver. Compramos um wrap de salmão na Whole Foods e comemos em cima de uma pedra por lá. O parque tem várias trilhas e todas chegam a um cenário incrível, o mar e o skyline de Downtown. Vá com disposição pra fazer as trilhas e não esqueça de ir até o farol que dá o nome ao parque.

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Maravilha ter todos esses parques pra explorar, hein? Uma dica que eu dou como intercambista é: não vá pra casa depois da aula! Aproveite bem o seu tempo, seja em Vancouver ou em qualquer outro destino. Eu voltei tranquila porque sei que aproveitei ao máximo. Às vezes era cansativo chegar em casa à noite e ainda ter que fazer homework e writing assignments! Mas no final, compensa!

I’m back home

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Olá gente! Nossa, quanto tempo sem escrever pra vocês. Estava sentindo muita falta. Acho que nunca fiquei tanto tempo sem postar. Pra quem me acompanha no instagram (me segue lá, é @natigrazziotin) sabe que eu cheguei no Brasil! Foram 3 meses muito intensos, de muitas alegrias, de novos amigos, novas descobertas. Vancouver me transformou numa pessoa melhor. É assim que eu sinto. Sou muito mais confiante hoje. Tenho muito mais segurança em mim mesma. Sei que sou capaz de realizar tudo o que quiser, se assim eu me esforçar e correr atrás.

Sou muito, muito feliz por ter me permitido fazer esse intercâmbio. Por mais que não tenha conseguido escrever aqui o tanto quanto gostaria, sei que hoje o blog vai ter muito mais a minha cara, porque hoje tenho mais certeza de que cara é essa. Morar fora me permitiu me conhecer melhor. Não dar tanta bola para o olhar dos outros. Olhar mais pra mim. Quem eu sou? Do que eu gosto (de verdade)?

Apesar de não ter escrito tanto aqui no blog, pensei muito nesse meu espacinho. Tenho um carinho tão especial por ele que vocês não imaginam. Quando deixo ele abandonado sinto como se tivesse deixado meu filho ali, sem atenção. Mas sei que esse tempo que tirei foi de grande valia. Tanto pra mim, quanto pro blog.

Vou continuar escrevendo sobre moda. Assunto que adoro e acredito. Mas cada vez mais quero usar esse meu espaço com outros assuntos. Mais pessoais, mais com a minha cara. Ainda não parei pra colocar isso no papel, nem sei bem como vai ser! Essa semana vai ser uma loucura tentando colocar a vida em ordem entre um reencontro e outro – tenho muitos beijos e abraços pra dar, vocês entendem?

Quero muito contar pra vocês as coisas mais legais que fiz no Canada. Enquanto isso, deixo algumas imagens das minhas últimas duas semanas. Da viagem que fiz dentro da viagem, quando meu marido veio me visitar – e me buscar!

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Obrigada pela paciência.

Let’s go again?

beijos, 

Nati