Comportamento

Senta que tem novidade…

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Nem sei como começar esse post. Com certeza é um dos mais importantes que escrevo e estava ansiosa pra contar logo pra vocês! Mas antes queria esperar algumas coisas se concretizarem e agora que está tudo certo, posso falar!

Daqui exatamente um mês estarei embarcando rumo a Vancouver, no Canadá, pra estudar por 3 meses! Minha ansiedade começou a dar sinais e, toda hora que penso no que me espera, me dá aquele frio na barriga.

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Nunca fiquei tanto tempo longe de casa, sempre morei com meus pais e só saí de lá quando casei. Quer dizer, nunca morei sozinha. Nunca precisei me virar sozinha. Essa vai ser uma das experiências mais corajosas da minha vida, com certeza. Eu, que sempre fui muito apegada (e ainda sou!) aos meus pais, à minha família, ao meu marido, às minhas coisas, à minha estabilidade, vou me aventurar pelo desconhecido. Sim, porque eu não sei o que me espera lá. Já viajei bastante, vocês sabem, mas morar fora e sem o meu marido vai ser um tanto desafiador pra mim. Vou ficar em casa de família, vou ter que conviver com pessoas que nunca vi na vida, com culturas diferentes… Tudo isso é amedrontador e, ao mesmo tempo, incrível.

Estava esperando o visto chegar e isso aconteceu no início dessa semana! Tô super ansiosa! E claro, enquanto eu estiver por lá o blog vai continuar a todo o vapor diretamente do Canadá! Vai ser demais eu poder compartilhar o meu dia a dia com vocês, as minhas descobertas, os meus medos. Será que vocês vão me aguentar? hehe Espero que sim!

Ahh, outra coisa! Tem outra novidade! Ainda antes da viagem teremos um layout novo por aqui – yeyyyy! Mais moderno e dinâmico, uma carinha linda, que acredito que vocês vão amar. Estamos trabalhando pra isso!

Bom, gente. São essas as novidades! Quero que vocês acompanhem essa aventura junto comigo :-) E quem tiver dicas e conselhos sobre morar em outro país, fazer intercâmbio, etc. não deixe de falar nos comentários! Vou adorar ler :-)

Beijos com carinho,

Nati

Outono

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Nada como uma semana inteira com a temperatura agradável, nem tão quente nem tão frio, daqueles climas que agradam todo mundo. Deve ser esse um dos motivos pelo qual eu adoro o outono. Tem aquele ventinho gelado de manhã, dá pra pôr um casaquinho, uma manta… Colocar o rosto no sol ganha uma sensação diferente do verão. Quem não gosta de sentir o calor vindo do sol num dia geladinho?

Meu humor depende muito do clima, confesso. Sou solar, gosto de sentir o sol na minha pele, no meu rosto. E o outono vem nos proporcionando dias lindos e ensolarados, daqueles que a gente só tem a agradecer. E mesmo quando o dia não acorda assim, a gente tem que treinar o nosso olhar e tentar enxergar beleza da mesma forma.

Quinta-feira passada era dia de foto. Combinei com a Fabi de ir até a minha casa e lá fazermos alguns editoriais para a Morana.

O dia amanheceu com neblina, meio indeciso. Mas foi justamente isso que deu todo o charme para as fotos. Claro que as folhas no chão e os cachorros animados ajudaram! Esse foi o clima para o próxima editorial Morana que entra ainda essa semana por aqui… Espero que gostem. E obrigada Fabi pelo olhar e pelas lindas fotos.

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Calça: Two Denim | Camisa: Zara | Botinha: Arezzo | Bolsa: Cambridge Satchel | Manta: comprada na Tailândia

Boa semana pessoal!

Fotos: Fabi Beltrami

Sobre ser sensível

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É sexta-feira a noite e cá estou eu, de frente pro computador pensando se devo ou não começar a escrever sobre um assunto que gosto muito, a tal sensibilidade. A verdade é que já estou escrevendo, porque escrever me acalma, me deixa no foco.

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Bom, tivemos uma aula no Fashion Inc da Perestroika que foi como uma terapia coletiva pra nossa turma. Isso porque Julinha Duarte – publicitária, poeta, ilustradora e uma querida – falou tudo o que entende por sensibilidade, o que é e o que engloba ser sensível.

A aula me tocou bastante, talvez por eu ser uma pessoa que vive muito no mundo de dentro, seja da cabeça, seja do coração. Julia falou sobre empatia e me fez entender que ser sensível não quer dizer chorar por nada, mas sim ter a capacidade de se colocar no lugar do outro.

Se eu me colocar no lugar do outro vou ceder o lugar na fila do supermercado quando vejo que o carinha de trás tem só 3 itens pra passar no caixa. Se eu me colocar no lugar do outro vou colocar o meu lixo na lixeira na praça de alimentação do shopping quando eu acabo de comer o meu lanche. Se eu me colocar no lugar do outro vou ser mais gentil. Se eu me colocar no lugar do outro vou ser mais educado. Quer dizer, se eu me colocar no lugar do outro vou ser mais sensível às coisas simples da vida que fazem sim muita diferença. Com toda essa conversa a Julia nos fez entender que sensibilidade pauta educação. Tão simples e tão verdadeiro.

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Mas a sensibilidade tem que ser o nosso super poder e não a nossa criptonita. Com essa analogia a gente conversou sobre fazer do ser sensível uma vantagem. De saber olhar pra dentro, ver o que está sentindo e mudar o que tiver que mudar. Tudo pra se manter mais perto de si. A gente tem que encontrar a nossa verdade e aí, se aceitar.

Um exercício pra se conhecer melhor e ver o que precisa mudar é pensar o que a gente mais odeia sentir. Tendo isso em mente é mais fácil encontrar maneiras de lutar contra esse sentimento ruim. Mas pra enfrentar esses sentimentos, pra sentir afinal, é preciso coragem. Ainda mais nesse mundo em que sentir não é tão valorizado.

No final da aula a gente queimou esses sentimentos ruins, sentimentos que odiamos sentir. Que a gente tenha a clareza de que sentir só faz a gente melhor, estando de bem com a gente é muito mais fácil ser melhor com os outros. E cá entre nós, o mundo precisa de mais pessoas de bem com o mundo. Quem concorda?

Estilo + sustentabilidade: essa equação fecha?

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Essa semana tivemos a presença do designer belga Bruno Peters na master class do curso que estou fazendo na Perestroika, o Fashion Inc. Bruno já trabalhou em grandes grifes, como Hugo Boss e Martin Margiela, mas disse que não era feliz desempenhando esse trabalho.

Ele nos contou que sempre tivera o sonho de trabalhar exatamente onde estava, porém não se sentia realizado. Foi aí que resolver tirar dois anos sabáticos pra ver o que realmente queria. E foi na Índia que teve o click.

Quando criança sempre gostou da natureza, dos animais, e estava indo contra a sua verdadeira essência. Decidiu, então, criar uma marca sustentável e ser 100% transparente.

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O que isso quer dizer? A Honest by. (criada em 2012) informa para os seus clientes TODOS os materiais utilizados para a confecção de suas peças. Com o referente fornecedor e valor gasto em cada item no processo de fabricação. Isso é muito incrível!

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Bruno e sua marca são o oposto do que a gente vê em termos de moda por aí. Mas ele garante que é possível sim fazer uma marca sustentável e rentável ao mesmo tempo. Basta querer, diz. E ele aposta também que cada vez mais as marcas vão entender a importância de produzir roupas e qualquer item de vestuário de maneira sustentável. E que isso reflete pra onde parte da nossa sociedade está caminhando. Em querer mais qualidade e menos consumo.

Uma marca que entendeu isso e que em pelo menos uma linha está seguindo esse caminho é a gigante sueca H&M. A sua Conscious Collection é uma coleção que traz peças em materiais sustentáveis. A novidade é a parceria com a Ever Manifesto, publicação que visa influenciar as pessoas para essa questão. O resultado é a coleção Conscious Exclusive, criada com tecidos sustentáveis e de origem ética, como algodão e seda orgânicos, couro vegetal e poliéster reciclado.

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A campanha é maravilhosa. As peças, inspiradas nas danças flamencas e touradas espanholas, são super delicadas, com babados, rendas e muitos bordados. Tudo muito lindo!

É ótimo saber que marcas de moda estão se importando com essa questão. Porque como Bruno Peters disse na sua conversa com a gente: – Nós temos que entender que somos nós que precisamos da natureza, não o contrário. Ela vive muito bem sem a gente. Se temos que ser sustentáveis e consumir consciente é por nós mesmos. 

Nós concordamos, Bruno!

Happiness is a inside job

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Tô começando esse texto sem saber bem onde vou chegar, e se você está lendo é porque terminei e alguma coisa fez sentido. Esses dias escutei algumas coisas que me fizeram pensar a respeito da nossa geração, a tal geração Y. Mas às vezes me pego pensando qual é na real, o X da questão.

Porque assim, nós, na casa dos 20 e muitos anos estamos no meio de duas gerações – nós sabemos o que é um walkman e uma fita cassete e sabemos “mexer” na internet muito bem obrigado. Quer dizer que conseguimos tanto conversar com os nossos avós sobre muita coisa do passado, porque a gente realmente viveu aquilo, assim como conversamos com os nossos sobrinhos que já nascem com um iPad na mão.

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Isso nos torna, sem dúvida, possuidores de muita referência, de muito repertório, o que nos faria transformadores. Mas a questão é que a maioria das pessoas que conheço da minha idade anda bem perdida. Tipo, não sabe se colocou o X no lugar certo na hora de fazer o vestibular. Muitas estão querendo mudar de área, recomeçar uma faculdade do zero, tamanho descontentamento. Eu mesma fico pensando se estou indo na direção certa.

A impressão que tenho é que na época dos nossos pais era mais fácil. Eles não tinham essa nossa “necessidade” de ser feliz como nós temos. As coisas pareciam mais simples. Era fazer uma faculdade, casar, ter um emprego estável que garantisse um salário razoável, um bom plano de saúde, uma casa própria, uma carro na garagem, filhos… Isso era sinônimo de felicidade. Estou falando isso como uma impressão que eu tenho, não quer dizer que estou totalmente certa. Claro que tinha pessoas que pensavam diferente. Mas parece que a maioria tinha essa ideia de vida feliz. E lendo o que estou escrevendo agora, porque não seríamos felizes com tudo isso?

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A real é que a gente anda muito insatisfeito. Se a gente tem um emprego a impressão é de que estamos presos e perdendo tempo, que deve ter algo muito melhor do que aquilo. Tenho amigos que largaram empregos estáveis e seguros pra tentar se encontrar de alguma forma, bem longe das suas famílias, numa tentativa de busca interior. Eu acho que não teria essa coragem, mas admiro quem tem.

O mundo está girando cada vez mais rápido, as informações são muitas e a gente não consegue consumir tudo. Se estamos parados a sensação é de que estamos perdendo tempo e algo muito interessante. Sem perceber que o que realmente importa acontece dentro da gente mesmo.

Uma coisa que aprendi na terapia foi que, se estamos de bem com a gente é difícil algo nos incomodar. As coisas ficam mais simples, mais fáceis de digerir. É mais fácil rir de tudo. E não acho que a nossa geração seja “reclamona” porque quer. Deve ser porque a gente tem tanta informação e tanta possibilidade de fazer o que quiser que se contentar com o que parece ser básico não é admissível.

Espero ter a sensibilidade de perceber que são as coisas mais simples que realmente importam sempre. Principalmente no final.