Comportamento

Desconectar pra se conectar

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Está na moda querer se desconectar. Tirar um período sabático das mídias sociais é o novo ir fazer treking no Nepal ou hiking no Himalaia. É trend, é cool. Estava com esse assunto nas pautas do blog porque percebi o quanto estar conectada o tempo todo estava me fazendo mal, e o quanto estava perdendo tempo e vida real com isso. Ter hora pra me conectar e não viver “bitolada” está na minha lista de desejos pra esse ano e no da maioria de blogueiros que conheço/leio.  E isso tem um porquê. desconectar1

A facilidade de ter todas as notícias, informações, novidades na palma da nossa mão a qualquer hora estão trazendo a angústia de que, se não estivermos atentos às redes, vamos perder algo. Engraçado é o contraponto disso, já que não percebemos que “conectados” estamos perdendo de viver a nossa vida de verdade, momentos que estão passando na nossa frente, mas não enxergamos por estarmos grudados no smartphone.

Tudo isso atrapalha não só os nossos relacionamentos, com o marido/mulher, filhos, irmãos, amigos, pai e mãe, como o nosso trabalho. E pra quem trabalha com a Internet a situação se agrava. Li um artigo (muito bom, vale a leitura) que as melhores ideias vêm quando a gente está entediado. O problema é que nunca mais nos deixamos entediar. Estamos sempre preenchendo os espaços vazios de nossa existência com novidades vindas do Facebook, Instagram e não sei mais o que. Postamos, lemos comentários, compartilhando experiências e assim não deixamos os pensamentos e ideias simplesmente acontecerem! Há mais ideias quando se remove o barulho.

Quantas vezes eu estava no meio de um texto, quando de repente me vi no Facebook olhando o que minha amiga estava fazendo nas férias? Quem nunca, né? Além de prejudicar a nossa produtividade no trabalho, não temos mais controle sobre as informações que chegam até nós. Eu não quero saber do futebol ou do novo reality show que tá passando na TV, mas isso chega até mim e sem que eu perceba estou me importando com coisas que não me interessam. Tudo isso foge do nosso controle porque estamos passivamente deixando que qualquer estímulo que saia daquela minúscula telinha nos afete.

Pra ser mais eficiente, principalmente quando estamos falando de um trabalho que exija criatividade, a gente precisa de espaço. Espaço pra pensar, pra estar sozinho, pra perceber as coisas, pra focar. Me desconectando consigo de forma mais eficaz comandar meus estímulos. E ter espaço pra focar é sensacional para uma mente criativa. Tão bom quando conseguimos riscar todas as tarefas do papel, não é?

Então, se você também está sentindo que precisa de um tempo offline…

1) Procure não usar o celular em casa, principalmente na cama. Estou tentando fazer isso e tô percebendo bastante diferença pra conseguir dormir melhor e mais rápido.

2) Configure o seu celular pra não apitar toda vez que você recebe alguma notificação. Isso atrapalha muito e é bem difícil resistir a não olhar na hora.

3) Evite olhar o celular quando você está comendo. Reserve esse momento pra você e a quem está te fazendo companhia.

4) Quando você está conversando com alguém, coloque o celular no silencioso. É muito ruim perceber que a pessoa não está prestando atenção ao que você está falando.

5) Experimente deixar o celular em casa em algum momento do dia. Esse tópico eu ainda não tentei, mas deve ser libertador chegar em casa e ver que nada mudou enquanto estive fora (;

E aí, gente, quem mais está querendo ~ e precisando ~ se desconectar? 

6 desejos pra 2015

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Oi, gente! Ainda estou aqui, vivinha da silva, viu? Não apareci mais por aqui, mas pra quem me segue no insta (@natigrazziotin, segue lá!) viu que depois do Natal fui viajar pra Flórida com o maridão. Fizemos uma road trip bem bacana, amanhã o primeiro post entra no ar, tá legal?

Falando em posts, quero continuar com os posts semanais sobre viagens, falar sobre moda, mostrar os meus looks, conversar sobre decoração (assunto que amo e quero me dedicar mais esse ano), dar dicas de links bacanas, músicas, enfim… produzir um conteúdo bem eclético e gostoso de ler.

Esse tempinho sem postar foi bom pra eu analisar o que quero mudar, o que quero manter, tudo pensando em fazer desse espaço um lugar bacana de vir e passar momentos agradáveis. Quero que quem entre aqui no blog saia mais leve e inspirada, sabe? Espero que consiga!

Gosto muito de fazer uma listinha com os meus desejos para o ano que inicia. Quando tava viajando comecei a pensar na minha lista, mas e é tão complicado colocar tudo que a gente pensa no papel, né? Ia pensando em todos os “setores” da minha vida e analisando o que gostaria de mudar, fazer diferente. Li em alguns blogs os desejos das blogueiras pra 2015 e ia incrementando a minha lista. Tipo: “ah, isso eu também quero fazer!”, e a minha foi tomando forma. Tão legal (e ao mesmo tempo amedrontador) saber que daqui 11 meses e meio (já passamos da metade de janeiro!) vou poder vir aqui e ver se fiz tudo direitinho! Vejam só as minhas metas pra 2015:

metas2015

1. Empreender. 2014 foi um ano bem atípico pra mim. Pela primeira vez em 10 anos começava um ano sem um emprego fixo. Aproveitei e me dei esse tempo pra cuidar de mim. Trabalhei no blog, fiz produção de moda, fiz cursos que queria há tempos e o mais importante, tirei a meta do intercâmbio do papel. E agora, 2015 vai servir pra eu colocar todo o conhecimento e energia que eu acumulei em 2014 em prática!

2. Ler mais. Quem lembra dos meus posts com dicas de leitura? Depois que eu fui pra Vancouver (em julho) eles nunca mais apareceram… Isso porque eu me larguei muito nesse quesito. Começava um livro e não terminava e assim foi… Esse ano pretendo me dar novamente esse prazer de sentar, ler bastante e depois vir aqui contar o que achei pra vocês.

3. Não procrastinar. Tenho que aprender a não deixar as tarefas pra depois. Tentar resolver as coisas o mais rápido possível. Tenho mania de ir deixando e quando vejo faz um mês que estou com aquela tarefa acumulada. Isso faz um mal.

4. Ser mais organizada. Isso entra muito na história de não procrastinar. Preciso ser mais organizada em casa, com minhas contas, no trabalho, aqui no blog. Só assim vou conseguir desocupar minha cabeça pra criar, escrever, enfim, usar minha cabeça pra coisas que rendam de verdade. Tenho anotações em caderninhos, na agenda do ano passado, no meu planner, nas notas do celular… preciso arrumar um método de organizar tudo num lugar só! Se não fico maluca! Quem tem alguma técnica, me ensina?

5. Tirar minhas ideias do papel. Tenho muitas ideias, muitas mesmo. Mas a maioria fica só na minha imaginação! Isso dá uma frustração, especialmente quando eu vejo alguém realizando aquilo que eu já tinha pensado. Preciso realizar mais!

6. Não viver nas redes sociais. Perco muito tempo da minha vida checando as redes sociais. Em parte é pelo meu trabalho aqui no blog, mas percebo que virou um vício. As coisas tem que ter hora, sabe gente? Minha meta número 1 é não pegar o celular enquanto estou na cama, tanto de manhã quanto de noite. Isso é ruim pra qualidade do sono, além de ser ruim pro casal que às vezes nem conversa pra ficar no celular. Uó.

O que acharam dos meus planos? Daqui um mês venho aqui contar como está minha evolução.

Quais são as suas metas pra 2015? Vamos trocar figurinhas?

12 coisas de Vancouver que eu sinto falta

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Eu considero ter morado em Vancouver uma das melhores experiências da minha vida. Por isso, é natural que eu sinta falta de muitas coisas que eu via/sentia/fazia por lá. Neste post tem 12 delas. Quer ver?

vancouver - que sinto falta1

1. Andar na rua despreocupada. Uma das melhores coisas de se morar em Vancouver (ou em qualquer cidade de países do primeiro mundo) é que temos uma sensação de segurança por onde passamos. Caminhar na rua ou andar de ônibus ou metrô, é tranquilo. Andava de ônibus de madrugada e sozinha e não sentia medo. Isso não tem preço!

2. O trânsito. Taí uma das coisas que mais me estressa aqui onde eu moro. Em Vancouver eu usava o transporte público e andava muito a pé. Era muito bom andar por aquela cidade onde os motoristas e os pedestres respeitam as regras de trânsito e melhor, são gentis uns com os outros. Faixa de segurança é coisa séria. Por lá não tinha essa de atravessar no meio da quadra entre os carros (como é muito comum aqui, pelo menos na minha cidade). A gente ia até a faixa de segurança mais próxima, esperava o sinal dos pedestres abrir e só aí, atravessava. Era tão fácil, seguro e não estressante!

3. Falar inglês. O objetivo principal da minha viagem era ter mais fluência no inglês. Coisa boa conseguir se comunicar, não é mesmo? Saí de lá sabendo que poderia ter aproveitado mais nesse sentido (já que falei bastante em português com meus amigos brasileiros) mas hoje tenho muito mais desenvoltura pra falar inglês. E sinto falta de praticar, acreditam? Pra não esquecer, ando falando inglês sozinha em casa, dentro do carro e sempre que posso penso em inglês pra ver se conseguiria falar tal frase. Tomara que esteja funcionando (vou por em prática logo logo, já que nossa próxima viagem é para a Flórida! – conto mais em um próximo post).

4. Chai latte no Starbucks. Meu vício. Como não sou muito fã de café, e amo um chai, esse era o meu pedido no Starbucks! E gente, em Vancouver tem muuuitos Starbucks (pela proximidade com Seattle, nos Estados Unidos).  Ahhh, sinto falta dos cookies de gengibre de lá também.

5. Whole Foods no Park Royal. A Whole Foods vocês conhecem, né? É uma rede de supermercados americana de comida natureba. E Park Royal é o nome do shopping que ficava perto da minha casa. Ai gente, aqueles corredores cheios de produtos orgânicos, frutas apetitosas, mil e quinhentos tipos de pães, flores lindas. Era muito pra minha pessoa!

6. Passear em Granville Island. Sinto muito por não ter um lugar como aquele perto de mim (pra saber do que eu tô falando, tem um post sobre lá neste link). Era tão bom pegar o bus 50 em direção a Granville Island depois da aula (insira suspiros nostálgicos aqui). A gente caminhava por lá, comprava um cheesecake delícia no mercado, umas frutinhas, sentava pra olhar a vista e ia embora com as energias renovadas.

7. Passar na Anthropologie olhar coisas lindas. Lá no Park Royal também tinha uma das minhas lojas favoritas da VIDA! A Anthropologie é mais que uma loja, é um lugar de inspiração. Lá tudo é bonito, charmoso, romântico, delicado. Me perco em tantos adjetivos. Tem as velas e os perfumes mais cheirosos, os livros mais cool, os objetos de decoração mais amados. Sério, não tem como não sair de lá mais inspirada!

8. Ter muitos parques pra curtir o ar livre. Ahhh os parques… Vancouver é uma das cidades mais verdes do mundo, então o que não faltam por lá são parques. A gente brincava que, bastava ter uma graminha que eles colocavam uma placa “Park something”, haha! Brincadeiras à parte, era muito bom ter todo aquele verde pra admirar a aproveitar.

9. A beleza da cidade. Sendo mais genérica impossível, Vancouver é muito linda! Foi difícil me acostumar novamente com a minha cidade quando se mora por um tempo num lugar tão lindo. Vancouver tem mar, montanhas, tem verde, tem flores, é limpa… É muito fácil de se apaixonar, e se acostumar com tanta beleza.

10. Comer sushi à tarde. Amo sushi. Amo salmão cru. E o Canadá é a terra do salmão selvagem! Mas demoramos pra encontrar um japonês bom, bonito e barato em Vancouver. Maaasss, quando encontramos o Urban Sushi (fica na Graville St, em frente ao Pacific Centre) não passamos mais vontade de sushi at all! Íamos a tarde mesmo, fazer nosso lanche. Sinto saudade.

11. Usar o Google Maps e ir pra onde eu quiser com transporte público. Era assim. Alguém dava uma dica de passeio/lugar interessante/comida boa e a pesquisa começava. Era só entrar no Google Maps, digitar o lugar e pronto, o itinerário de quantos ônibus/skytrains tínhamos que pegar pra chegar lá aparecia na nossa frente. Fácil, eficiente e barato, já que fazíamos tu-di-nho de transporte público. Até a este lugar lindo fomos assim, olha só no link.

12. Meus amigos de todas as partes do mundo. E por último, mas não menos importante (pelo contrário!) estão as pessoas que eu conheci por lá e fizeram a minha viagem ser o que foi. Tenho certeza que se não tivesse conhecido essas pessoas não teria curtido tanto morar sozinha, num país desconhecido, apesar da cidade ser linda, segura, etc. Foram os amigos que fiz por lá que fizeram tudo fazer sentido. Conhecer pessoas de uma cultura diferente é muito rico. Ouvir suas histórias me fez aprender a valorizar as diferenças e entender que cada um tem o seu próprio universo particular e isso é tão, mas tão lindo!

Espero que tenham gostado do post,

Beijos,

Nati

 

Playlist de sexta: Por Gabi Mikaloski

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Sexta-feira chegoooou! E que tal uma playlist com uma convidada especial pra animar ainda mais esse início de final de semana?

IMG_4277Mas antes, deixa eu apresentar a Gabi. A gente se conheceu em Vancouver, no primeiro dia de aula e desde então não nos desgrudamos mais! Sabe quando a gente se identifica com alguém? Então! A Gabi é carioca, de Nova Iguaçu, e faz faculdade de Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fofa, querida, inteligente, divertida, um amor de pessoa. E tem um bom gosto musical apurado, raro hoje em dia!

Gabi, obrigada por dividir com a gente as suas top músicas favoritas no momento. Aperta o play e enjoy!

1 . Milky Chance – Stolen Dance

2 . Cage the Elephant – Come A Little Closer

3 . Widowspeak – Wicked Game (cover version) ps. acho que esse cover não é recente, mas eu adoro!! e super indico outras músicas dessa banda também

4 . RUFUS – Desert Night

5 . Weezer – Island In the Sun

6 . Flume & Chet Faker – Drop the Game

7 . Selah Sue – Raggamuffin

8 . Little May – Boardwalks ps. to apaixonada nessa!

9 . Serena Ryder – What I Wouldn’t Do

10 . Echosmith – Cool Kids ps.adoro também!

 Energia boa, né? Gostaram das músicas? Eu ameiii!

Bom fim de semana, pessoal (:

Playlist de sexta!

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Entre uma das coisas que mais me empurrava pra frente e me fazia bem lá em Vancouver era a música. Mas não estou falando de shows ou algo do tipo. Estou falando do simples fato de que eu comecei a ouvir música mais frequentemente. Na verdade, eu sempre gostei de escutar música, mas fazia tempo que estava deixando isso meio de lado. Quando morava com meus pais a primeira coisa que fazia quando acordava era ligar o som. Colocava no rádio mesmo, e aquilo fazia aquele momento – tão sofrido para uma pessoa que gosta de dormir de manhã – mais gostoso.

Com o tempo fui esquecendo de ligar o som. E acabava ouvindo música somente quando estava dirigindo. O que é ajuda muito quando o trânsito está DAQUELE jeito. Mas em casa, raramente.

Acontece que, como já contei pra vocês, minha homestay em Vancouver era bem longe da minha escola. Mais ou menos 50 minutos. E como ia de ônibus, passei a escutar muitos sons durante “as viagens”. E isso me fazia tão bem. Comprei alguns álbuns (no iTunes) antes e durante minha estadia lá. Alguns de bandas que nem conhecia. Como a música pode mudar o nosso humor, não é?

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Quando o Lucas, meu marido, chegou na cidade pra me visitar – e me buscar – falei pra ele que queria comprar um speaker lá pra casa. E compramos um Fugoo. Esse aparelhinho é bem prático. É pequeno, super potente e o melhor, não é necessário fios, já que conecta por Bluetooth. O resultado foi uma viagem mais animada graças às nossas playlists!

Aí tava pensando. Porque não compartilhar playlists por aqui? Nunca toquei nesse assunto no blog, mas eu acredito que vocês vão gostar. Ainda mais numa sexta-feira, com um final de semana inteirinho pela frente. Vou começar compartilhando minha playlist, mas a ideia é ter convidados! Assim a gente vai poder conhecer novas bandas, novos sons, enfim… Tudo pra dar aquela animada e renovada no Ipod. Curtiram a ideia?

Estas são minhas top 5 songs do momento! Curtam aí!

Capital Cities – Farrah Fawcett Hair

Caro Emerald – A Night Like This (Aliás, todo o álbum dela é incrível)

Young Liars – Young Again

Lorde – Ribs

Mumford & Sons – Lover of the Light

E aí, gostaram? Já conheciam os artistas?

Quero saber quais são as top músicas favoritas do momento pra vocês, aquelas que não saem do repeat!