Comportamento

4 caminhos para se manter inspirado

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Mesmo que você não tenha um trabalho necessariamente ligado com a criatividade, se manter inspirado é super importante pra conseguir manter a rotina em harmonia. Mas ter inspiração com a vida toda bagunçada não é das tarefas mais fáceis. Por isso o equilíbrio é tão importante na nossa vida.

como se manter inspirado

Quando a gente está inspirado tudo flui melhor, não é? No trabalho temos uma ideia boa, conseguimos organizar a casa com mais foco, nos relacionamos melhor com as pessoas a nossa volta porque estamos de bem com a gente mesmo, resolvemos os problemas do dia a dia com muito mais entusiasmo, e no final, quando tudo estiver resolvido, temos aquela sensação gostosa de dever cumprido.

Não tendo dúvidas de como a inspiração é essencial para o nosso bem estar, resolvi pesquisar quais os caminhos podemos seguir para se manter inspirado. Aqueles exercícios diários que só fazem bem e deixam a rotina mais leve.

1. Cuide da sua saúde. Parece óbvio, mas muitas vezes esquecemos que dormir bem, ter uma alimentação equilibrada, beber água e se exercitar é essencial pra nos mantermos mais dispostos, e consequentemente, mais inspirados. Beber um copo de água toda a manhã proporciona uma sensação de limpeza. Fazer exercícios com regularidade faz bem pro corpo e pra mente. Tente manter uma rotina, e não espere que a vontade apareça, vá sem vontade mesmo, tenha certeza que a sensação depois do exercício vai ser gratificante. E sempre que estiver meio sem foco, pare e tome um copo d’água. Sinta o líquido entrando e limpando tudo, a sensação é de recomeço, sabe?

2. Planeje o seu dia e sua rotina. Com organização tudo flui muito melhor. Toda manhã liste 3 tarefas que você quer realizar durante o dia. Esse exercício permite que você deixe tudo em perspectiva e tenha foco. Escolha aquelas tarefas que você se sinta produtivo de verdade quando terminar o dia. Gosto de planejar a minha semana no domingo à noite. Anoto na agenda todos os meus compromissos e tudo que quero realizar na semana que se inicia. Mas é bom retomar toda a noite o que você vai fazer no dia seguinte. O ideal é ter listas de todos os “setores da vida”, como trabalho, limpeza da casa, pendências pessoais (lavanderia, costureira, mercado, banco, etc). Tenha um “recreio” no meio das atividades. Trabalhe por 50 minutos e tire 10 minutos de intervalo pra desopilar. Quando a gente se afasta um pouco da tarefa tende a ver as coisas com mais clareza. No final do dia, faça uma análise do que você produziu, avalie o seu desempenho e busque melhorar no dia seguinte.

3. Continue aprendendo algo novo. É essencial pra se manter inspirado continuar aprendendo sempre. Seja lendo um livro sobre um assunto que te interessa, pesquisando na internet artigos interessantes, lendo uma revista. O importante é nunca estar satisfeito porque a inspiração pode vir de fontes diversas.

4. Seja agradecido e foque em coisas que te façam bem e feliz. Agradeça sempre! Um bom exercício é toda manhã pensar em 3 coisas pelas quais você se sinta agradecido. Quando a gente agradece estamos focando em coisas boas que estão acontecendo na nossa vida e isso traz energia positiva e estimula a nossa vontade de crescer. Reserve tempo na sua rotina para coisas que você gosta. Vá pedalar, brinque com o cachorro, saia para uma caminhada, tudo isso relaxa a mente e a deixa mais focada.

Estou trabalhando muito nesses pontos ultimamente e principalmente a organização tem feito minha rotina ser muito mais tranquila. Espero que esse texto lhe ajude a ter uma vida mais inspirada! E se tiver um hábito que lhe faça bem, compartilhe comigo nos comentários, vamos aprender juntos (;

Quando a gente faz 30

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Dizem que quando a gente faz aniversário é que o nosso ano começa de verdade. Nada de réveillon. A não ser que você tenha nascido quando todo mundo comemorava mais um ano novo. É no dia que nascemos que teríamos que fazer aquela análise anual de como estamos levando a vida e definir o que queremos para os próximos 365 dias.

Esse ano, pela segunda vez, passei o meu aniversário longe de casa. Bem longe. Ano passado comemorei meus 29 no Canadá, fazendo meu intercâmbio. E esse ano fiz 30 em Munique, numa viagem que ainda vai render muitos posts por aqui, e que me fez muito feliz #saudadesalemanha (;

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Há alguns meses comecei a pensar o que esse número representava pra mim. Porque a gente sabe que fazer 30 pra uma mulher tem um peso diferente. Acabou os vinte. Nunca mais direi, tenho vinte e (três pontinhos). Engraçado que quando a gente coloca os pensamentos em voz alta ou nesse caso, aqui no post, tudo parece ser uma grande bobagem na verdade. Não é porque eu fiz 30 que algo vai mudar. Ou vai?

No meu caso, algo mudou sim. Mas claro que não foi pelo fato de eu fazer 30 anos. Talvez seja só sinal de amadurecimento mesmo. O fato é que comecei a fazer uma análise de como andava minha vida, num exercício de autoconhecimento, sabe? Comecei a pensar no que estava bom, e o no que não estava me deixando satisfeita. Na maioria dos “setores” tudo estava em perfeita ordem, mas eu mesma, lá fundo, não estava me sentindo realizada.

A impressão era de que eu estava me afastando de mim mesma, sabe? Buscando coisas que pra maioria seria o certo a fazer ou bacana de conquistar, mas que pra mim não fazia sentido, não estava me fazendo feliz. Esses dias li uma reportagem na revista Vida Simples que falava sobre a importância de relembrar quem éramos quando crianças. Um trecho em específico me chamou a atenção: “A gente muda e pensa que está mais feliz. Daí vai ler algo do passado, de quando era criança, e descobre que mudou para ser o que já era, voltou para o seu coração”. Interessante, né?

Muitas vezes acabamos fazendo coisas porque todo mundo está fazendo e nem ao menos nos perguntamos se aquilo realmente representa o nosso desejo de verdade. E esse desejo pode ser uma faculdade, um emprego, e até mesmo um filho. Pra ser feliz não existe receita de bolo. Cada um tem que encontrar a sua forma. Por isso, é super importante parar e analisar as suas metas de vida:  elas são um desejo genuíno seu ou, simplesmente, é o que todo mundo espera de você?

Falando do meu caso, pessoalmente, comecei a perceber que trabalhar com moda e estar em contato com este mundo estava me tornando uma pessoa consumista. Me pegava desejando coisas que não fariam diferença na minha vida. Me frustava com coisas que não faziam sentido. O problema é que estava focando nas coisas erradas.

Eu sempre gostei de me vestir bem, de ter coisas boas, não há nenhum problema nisso. O problema é que eu estava exagerando. Por ter o blog coloquei na cabeça que sempre precisava ter aquela peça/tendência pra mostrar pra vocês. Comprava, usava uma vez pra fazer o look do dia e ela ficava lá, parada. Isso me dava uma angústia! Afinal, estava gastando dinheiro em algo que não tinha a ver comigo só pra mostrar um look bonito por aqui. Isso não faz nenhum sentido, né? Ainda mais que sempre bati na tecla do estilo pessoal, de só vestir o que te faz se sentir bem. Pois é, mordi a língua. Enquanto isso meu guarda-roupa ficava cada dia mais lotado.

Se o seu guarda-roupa é lotado de roupas que você super usa, ok. O problema é que nem sempre é o que acontece. Na maioria das vezes usamos muito pouco do que temos e apesar de não ter espaço pra mais nada, ainda sentimos aquela sensação de não termos nada pra usar.

E esse comportamento vai além do guarda-roupa. A gente guarda tralhas e cacarecos que nunca usamos, mas que estão ali, acumulando energia e que não significam nada.

Eu estava muito frustada com isso, não aguentava mais gastar dinheiro em coisas que não faziam sentido pra mim. Queria focar mais no que eu amava fazer e não perder tempo com desejos sem importância.

Foi quando eu encontrei o conceito de armário-cápsula e o minimalismo. Já ouviram falar? Basicamente é ter somente o que você usa de verdade, o que te faz feliz, o que você ama. Ter menos. Simplificar. Liberar espaço. Focar naquilo que faz mais sentido na sua vida.

Vocês ainda vão ouvir falar muito sobre isso porque aqui, e também no meu novo blog, que estou construindo.

Só queria deixar essa minha nova fase registrada aqui. Afinal, o Moça Fresca é uma extensão da minha vida. Os posts sobre moda vão continuar, mas com um novo foco, buscando sempre o estilo pessoal com consumo consciente. Porque pra se vestir bem não é preciso ter um armário lotado de coisas que você não usa.

Se você chegou até aqui, obrigada! E se os 30 também fizeram você enxergar algo diferente, comenta por aqui? Vamos dividir experiências!

Um beijo, 

Nati

6 hábitos que ajudam a desestressar

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Adoro falar sobre bem-estar por aqui. E não, não me considero uma pessoa estressada. O que acontece é de ter dias em que eu me irrito com mais facilidade, que fico nervosa com tudo, e às vezes acabo descontando em pessoas queridas, que não tem nada a ver com os meus problemas. Alguém se identificou?

Uma coisa que aprendi em terapia e conversando muito sobre o assunto – já que sempre me interessei por comportamento humano – foi que existem formas de burlar o stress. Atitudes simples que podem nos ajudar a deixar a nossa vida mais leve e com harmonia.

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Pensei bastante e listei 6 coisas que me ajudam muito quando estou irritada. Espero que ajude vocês também.

1. Ouvir música. Colocar uma música relaxante ajuda muito quando estou nervosa. Gosto de ouvir um som bem calminho e feliz sabe?

2. Sentir um perfume bom. Adoro acender velas em casa. Difusores de ambiente também são meus queridinhos. Sempre que acho que a casa está – ou eu estou – um pouco carregada acendo/ligo. Aquele cheirinho bom dá uma “limpada” no ambiente e sinto que tudo se reenergiza. Escolha essências calmantes, como alfazema, lavanda, camomila, flor de laranjeira para o efeito ser ainda mais eficiente :)

3. Sair para um passeio sozinha. Às vezes a gente esquece de passar um tempo com a gente mesma. Quando estamos estressados é legal sair, desopilar, sabe? Passear com o cachorro também serve, desde que ele não seja muito doido e lata sem parar – aí você só vai se estressar mais, hehe. Movimentar o corpo e deixar a mente fluir, observando o caminho a sua volta é muito bom. É provável que você volte do passeio com alguma ideia nova, algum insight, que precisava ter há tempos. Isso acontece porque quando estamos com a mente livre, deixamos a nossa criatividade aflorar. Com a cabeça ocupada não damos espaço pra ela se expressar.

4. Se exercitar. Ter uma atividade física na sua rotina é essencial pra sua saúde mental. Ir pra academia, andar de bicicleta, fazer um esporte libera endorfina, que aumenta o bem-estar e diminui o stress. Por isso sempre que pensar em faltar, lembre como você vai ficar depois. Mais gata e mais feliz.

5. Se organizar. Se estou irritada e minha casa e trabalho, desorganizados, fico ainda pior. Por isso é legal manter tudo no lugar certo, tentar ter uma agenda e listas com compromissos. Tudo pra evitar de se chatear com isso também. Quando as coisas estão organizadas a energia flui, deixando tudo muito mais leve.

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6. Fazer algum trabalho manual – desenhar, pintar, até faxinar a casa serve! Isso porque hoje em dia trabalhamos muito com a nossa mente. Antigamente os trabalhos eram muito mais braçais, não é? Hoje, sobrecarregamos demais nossa cabeça com mil ideias, e uma hora ela pede água. O bom de colocar os braços e mãos pra trabalhar é que assim vimos uma finalidade bem prática do nosso esforço.  Por exemplo, quando estou com muitos pensamentos na minha cabeça gosto de lavar a louça, varrer a casa, colocar a roupa pra lavar, por que assim eu vejo que estou realizando alguma coisa palpável, entendem? Essa sensação de dever cumprido é muito boa e importante para aqueles dias de irritabilidade extrema.

Gostaram das dicas? Alguma outra sugestão? Algum hábito bacana pra não deixar o stress tomar conta?

6 coisas que adoro fazer no inverno

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Toda estação tem o seu charme. O ideal é a gente saber enxergar o que cada clima tem de bom, não é? Pensando nisso, decidi pensar em 6 coisas que amo fazer no inverno. Porque apesar de não ser a estação mais fácil – oi, umidade! – o clima mais friozinho garante momentos super gostosos e aconchegantes. Confere a minha lista e não deixe de pensar naquilo que você mais curte fazer quando a temperatura começa a cair.

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1. Tomar café da manhã de roupão fofinho. Tá certo que na correria do dia-a-dia isso não é possível. Mas no fim de semana sim! Aproveite o domingo de manhã pra acordar, colocar aquele roupão quentinho e sentar à mesa para um café da manhã bem gostoso.

2. Ficar em casa assistindo filme embaixo do edredom. Pra mim, uma das melhores coisas do inverno! Amo assistir filme, no friozinho bem aconchegada no edredom então… Mas perfeito ainda com o maridinho fazendo companhia :)

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3. Tomar chá. Sou tea lover total né gente. Quem me acompanha no Instagram sabe bem. Pra mim todo o ritual de beber chá é muito relaxante. Experimentar novos sabores, colocar a água pra esquentar. Esperar esfriar. Humm, vou ali beber um chazinho e já volto 😉

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4. Tomar banho e colocar pijama. É, deu pra perceber que as melhores coisas pra se fazer no inverno tem a ver com a casa da gente. Deve ser por isso que aprendi a gostar do frio. Amo ficar em casa. Amo a minha casa. Tomar um banho quentinho e colocar um pijama no final do dia é uma sensação muito gostosa.

5. Curtir um dia de sol. Dias de sol no inverno devem ser super aproveitados. Adoro colocar o rosto no sol, sentir o calor… Além de ser super gostoso é bom pra aumentar o nível de vitamina D, hihi.

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6. Colocar meia-calça. Acho lindo looks com meia-calça. E no inverno é hora de montar produções bem criativas e charmosas com elas. Uma boa meia fio 40 é a mais versátil. Tenha pelo menos 2 no armário!

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Claro que existem outras coisas gostosas de se fazer no frio – beber um vinho, comer foundue, ler um livro – mas estas são as minhas preferidas. E vocês, o que curtem fazer no inverno?

Being real

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Tenho pensado muito nessa questão das redes sociais e o quanto estamos nos importando com coisas que, no fundo, não tem importância. Recentemente li alguns posts super sensatos da Oficina de Estilo que falavam exatamente sobre isso. Porque todo mundo ali é mais bonito, mais rico e bem sucedido que a gente? Que padrão é esse que temos que seguir pra sermos “aceitos”?

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A verdade é que os valores estão se invertendo. A espontaneidade se perdeu.

Mas não vale só culpar a mídia e as revistas com suas fotos photoshopadas por isso. Achei super correto quando as meninas da Oficina escreveram (nesse post) que quando a gente limpa toda a nossa “sujeirinha” pra postar no Instagram a maravilha que é a nossa vida – insira um tom sarcástico aqui – estamos contribuindo pra essa sensação de que todo mundo vive a vida dos sonhos, só a gente que não! E aí gera a angústia.

“Quando a gente edita/limpa a parte natural da vida e usa quaisquer ferramentas pra só exibir roupas perfeitas, maquiagens perfeitas, viagens perfeitas, filhos perfeitos, casa perfeita, refeições perfeitas, fins de semana perfeitos… a gente perde nossa humanidade e, por consequência, a liberdade de aceitar nossas próprias singularidades. Enquanto a gente não aceita e abraça as nossas próprias singularidades, a gente não se liberta pra também admirar essas singularidades nos outros. E aí não tem como não competir.” 

Confesso que estou bem irritada com tudo isso. Parece que estamos vivendo uma mentira. Ferramentas que deveriam servir pra nos inspirar estão nos angustiando. Como trabalho com isso, não posso simplesmente desistir e sair – como muitas vezes tenho vontade. Mas então qual o caminho? Vocês também sentem isso?

Porque gente, todo mundo tem seus dias tristes e cinzentos. O interessante é que sempre que conto sobre meus problemas, minhas angústias e preocupações pra pessoas próximas percebo como é bom conversar sobre isso, porque assim a gente se ajuda. Saber que não é só com a gente que acontecem coisas chatas e ruins acalma o coração. Não é? E isso não é muito melhor do que alimentar uma impressão falsa sobre a nossa vida?