Papo de Mãe: A democracia da maternidade

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Oi gurias, tudo bem?

Com dez meses de maternidade ativa e muita reflexão a gente vai percebendo certas coisas, que antes eram óbvias, mas que só na maternidade elas se tornam plenas e beeemmmm reais. Uma delas é que durante o maternar, seja na gestação, pós-parto ou criação todas as mulheres acabam sendo iguais, não importando a classe social, instrução escolar, crenças e/ou qualquer outra classificação. E quando eu falo em igual é que todas elas vão ver o seu corpo durante a gestação mudar, o peito de todas vai aumentar, os incômodos – tão comuns ao momento – serão bem democráticos, o que irá mudar será a origem dos incômodos, mas eles com certeza estar lá. Todas terão muito medo, todas nós iremos sentir aquela ansiedade em querer segurar seu toquinho ou toquinha nos braços. Todas terão medo do parto, seja ele natural ou cesárea. Todas terão o período de adaptação depois do nascimento do bebê, o que vai mudar apenas é a intensidade, o endereço e o RG. Só.

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Todas nós teremos as mesmas perguntas:

A pega será que está correta?
Por que o meu bebê chora, será que é cólica?
O leite não desceu, e agora, posso complementar?
Chegou o momento das papinhas, meu filho fez cara feia, e agora?
Será que eu posso colocar temperos na comida salgada?
Qual a melhor cadeira?
Fiquei com a barriga saliente, e agora?
Meu cabelo está caindo, o que eu faço?

Várias e várias e várias e várias perguntas serão feitas, e serão as mesmas. Para todas. As pessoas sempre falam que ser mãe é padecer no paraíso, mas ninguém contou o que seria o tal padecimento e o tal paraíso. E se contassem muitas também não acreditariam. E sabem o porquê? Porque para cada uma é uma experiência, e esta experiência é democrática, todas tem e todas são diferentes. O que irá mudar será a nossa postura com relação a estas experiências. Os medos, anseios, dores e muuuuuuuitos amores serão bem democráticos. A relação com o marido não será a mesma de antes, e quem disser que nada mudou pode ter certeza que estará mentindo. Ela pode até ter melhorado, mas igual não será mais.

A equação muda e a matemática da vida faz com que a gente perceba que aquele somar no final da contas multiplicou. E multiplicou para todas! Todas as mulheres, todas as famílias, e o que faz com que esta multiplicação seja equilibrada é a postura de cada mãe, de cada pai, de cada família. Mas a multiplicação é unanime.

Certa vez vi um comercial sobre as diferentes posturas com relação à forma de maternar. As mães que amamentavam no peito exclusivamente, as mães que complementavam, as mães que usavam carrinhos contra as mães que usavam slings, as mães executivas que tiveram que voltar versus as mães que largaram o trabalho para se dedicarem integralmente a criação dos seus filhos. E em determinado momento um dos carrinhos se foi morro abaixo, e todas aqueles homens e mulheres correram atrás do carrinho para salvar o bebê. E é disso que a maternidade é feita, cada um do seu jeito, porém democraticamente todos querem o melhor, sempre.

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E todos passarão por todas as fases do vídeo game. E a calma será sua melhor amiga, sempre. O que vocês acham?

As fotos lindas do post são da Michele Sautner, do Projeto Amor de Bebê. <3

Um beijão mamães! #tamojuntas

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