agosto 2015

Como montei a minha mala-cápsula de verão

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Preciso começar esse post agradecendo às muitas leitoras que dedicaram um tempo do seu dia pra ler o post de segunda, sobre os meus 30 anos e minha nova fase! Fiquei imensamente feliz pelo retorno de vocês e com mais certeza ainda de que estou no caminho certo. Por isso, obrigada, de coração!

Lá no post (pra quem não leu, clica aqui) eu falei que encontrei no armário cápsula, no minimalismo e num estilo de vida mais simples uma forma de viver com mais significado. Tudo começou em junho desse ano, quando descobri o blog Unfancy. Desde lá comecei a pesquisar – e muito – sobre o assunto e claro, tive a ideia de transformar todos esses questionamentos e descobertas num novo blog.

Estou trabalhando nele desde lá, e estou ansiosa pra compartilhar tudo com vocês. Mas enquanto isso, não posso ignorar essa minha nova fase por aqui, né. Como falei no outro post, o Moça vai continuar, mas com uma nova abordagem.

Deixando isso claro, queria contar pra vocês como foi viajar com peças bem reduzidas na mala – lembrando que o conceito de armário cápsula, minimalismo e toda minha trajetória nesse novo estilo de vida vai ser esmiuçado no novo blog, ok?

Bem, eu sempre me preocupei em não exagerar na mala. Quem me conhece sabe que sempre procurei levar o essencial – mas que hoje vejo que não era tão essencial assim. Sempre gostei de pesquisar sobre viajar leve e tenho muita curiosidade pelo assunto. E claro que o fato de viajar bastante contribuiu pra eu ter mais prática em fazer a mala e saber o que vale a pena levar e o que é bobagem.

Como a ideia dessa viagem pra Alemanha não era comprar – até porque estou numa fase sem compras – sabia que tinha que levar tudo que precisaria. Pra ficar mais objetivo vou listar como eu me organizei. Olha só.

1. Conferi o clima do destino. Fui em julho, o que significa alto verão na Europa. Ia precisar de roupas fresquinhas e confortáveis.

2. Busquei inspirações e referências no Pinterest. Criei um board no meu perfil com referências de verão (se quiser conferir ele está aqui). Ia colocando lá todas as imagens de looks de verão que gostava e que tinha a ver com o meu estilo.

3. Fiz um check list com as peças e cores mais vistas nas inspirações. Por exemplo, tinha vários looks com shortinho jeans, com camiseta listrada, com tênis de oncinha. Ia anotando todas essas coincidências numa lista. Esse foi o resultado:

* Cores: branco, jeans, azul, listrado, preto, cinza.

*Peças-chaves: Short jeans, camisa jeans, camiseta listrada, camiseta branca com grafismo, camiseta branca solta, camiseta cinza, calça branca, jeans destroyed, oncinha no pé.

mala cápsula - verão - alemanha - minimalismo 3

4. Pesquisei quantas peças iria precisar para os dias que passaria viajando. Minha viagem teve 17 dias. Isso não significa que você vai levar opções pra 17 looks! O ideal é levar looks pra 7 dias. Aí no restante do tempo você vai repetindo ou sendo criativo, usando peças em diferentes combinações. Vou listar o meu exemplo:

Partes de baixo: 1 calça jeans, 1 calça branca, 1 bermuda jeans, 1 short jeans = 4 partes de baixo.

Partes de cima: 1 camiseta branca, 1 camiseta cinza, 1 camiseta grafite, 1 camiseta com grafismo, 1 camiseta listrada, 1 blusa manga longa listrada, 1 camisa manga curta estampa p&b, 1 camisa manga longa bege, 1 blusa preta peplum, 1 camisa jeans, 1 jaqueta jeans com capuz = 11 partes de cima.

Sapatos: 1 rasteira, 1 sapatilha cinza, 1 slip on de oncinha, 1 bota Timberland = 4 sapatos. ps. Como estava indo pra Alemanha queria comprar um Birkenstok por lá (:

Total = 19 peças.

Outros: 1 bolsa a tiracolo, 2 biquínis, 1 pijama, calcinhas, meias, 2 óculos – mas como meu marido perdeu o dele no início da viagem, emprestei um pra ele, e acabei só usando o meu Clubmaster, como dá pra perceber nas fotos (;

mala cápsula - verão - alemanha - minimalismo 1

5. Escolhi as peças que tinham a ver com as cores que eu defini anteriormente. Pensar sempre em peças confortáveis e que conversem entre si. No fim, todas as partes de cima devem poder ser usadas com as partes de baixo.

Como no verão a gente costuma suar mais resolvi levar bem mais partes de cima do que de baixo. O bom é que são peças leves e que não ocupam espaço na mala, né. Levei uma mala média, que ficou bem folgada. Claro que com secador de cabelo, escova, produtos de beleza e maquiagem a mala tende a pesar mais.

Veredito: No fim, eu usei todas as peças! Acho que pela primeira vez na VIDA! haha As que mais usei foram as camisetas branca, a cinza e a listrada, e o short e bermuda jeans. A calça branca consegui usar 3 vezes e depois não rolou mais, hihi.

Usei só duas vezes a camisa de manga longa bege (essa eu levei com um fim específico mesmo, que era pra usar no festival de música eletrônica que a gente foi no fim da viagem, mas acabei usando na noite do meu aniversário também).

E depois que comprei a Birken usei demais e aposentei minha rasteira – levei a Melissa Flox, que funcionou super bem também! A bota Timberland levei porque sabia que íamos fazer caminhadas mais longas e subir no Zugspitze, que é o pico mais alto da Alemanha, e lá em cima é bem frio.

mala cápsula - verão - alemanha - minimalismo 2

Acabei comprando, como já falei, a Birken (modelo Arizona), um casaco impermeável pra chuva e pra subir no Zugspitze (tava bem frio no dia) e uma camiseta na H&M pra usar no voo de volta. A nossa mala foi direto de Frankfurt pra Porto Alegre, e ficamos uma noite em Lisboa, haha. Foi engraçado, mas nos viramos bem! Uma dica é sempre levar uma muda de roupa na mala de mão, viu?

Bom, gente. O post ficou gigante! Espero que vocês tenham compreendido bem o meu processo. Se tiverem dúvidas, perguntem nos comentários. Mas posso dizer que levar poucas peças foi ótimo para o bom andamento da viagem. Sabia exatamente o que eu tinha, aquilo que ia sujando colocava no fundo da mala, foi bem prático mesmo! Vale a pena! E acho que apesar de ter levado poucas peças montei looks charmosinhos. Enfim, fiquei bem satisfeita!

Para a próxima viagem vou levar ainda menos, gostei da brincadeira! 😉

Um beijo,

Nati

Diário de viagem: Frankfurt

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E os posts da viagem a Alemanha começam pela primeira cidade que visitamos, Frankfurt! O nosso voo era Porto Alegre-Lisboa | Lisboa-Frankfurt. Aí decidimos dormir duas noites na cidade. Já tinha lido que Frankfurt é uma cidade bastante industrial e que não tinha nada de muito interessante. Mas eu sou daquelas que prefere ver com os próprios olhos. E outra, na faculdade estudei a Escola de Frankfurt e tinha curiosidade de conhecer o lugar que inspirou tantos intelectuais escreverem sobre a Teoria Crítica hehe

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Muitas bikes e o rio Main, que corta a cidade

Pra falar a verdade, Frankfurt foi a cidade que menos gostei na viagem. Mas não me arrependo de ter conhecido não. A começar pela nossa hospedagem. Ficamos no Das Lindenberg, um hotel super charmoso – pra quem me acompanha no Instagram viu a fofura que era a decoração – e com ótima localização.

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Sala de estar do Das Lindenberg, cute!

Na primeira noite fomos desbravar os arredores do hotel, pertinho das margens do rio Main. Chegamos numa quinta-feira e tinha uma galera nas margens do rio bebendo, tanto nas mesas coletivas – clássicas na Alemanha – quanto em toalhas no chão. O clima era muito bom! E o engraçado era que por mais que fosse uma “festinha” não tinha música! A gente não sabe se é proibido, pra não atrapalhar a vizinhança. Mas foi bem interessante de observar.

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Saimos dali e fomos caminhando até o restaurante/pub Klosterhof. Sentamos no biergarten, que é um lugar ao ar livre que o pessoal vai pra tomar cerveja e comer comidas típicas. Excelente lugar pra sentir o estilo alemão de viver a vida.

No dia seguinte tínhamos o dia todo pra bater perna. E escolhemos fazer tudo a pé mesmo! A cidade é plana, o que é muito bom pra caminhar. Fomos até o centro comprar um chip pro celular do Lucas – que precisava por uma questão de localização mesmo, já que depois alugamos um carro que não tinha GPS. E fomos até a parte antiga de Frankfurt, conhecida como Romer. E ali começou o meu amor pelas casinhas em arquitetura enxaimel, coisa mais querida.

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Sentamos em um dos restaurantes da praça, pedimos uma salsicha branca que era servida com pretzel, mostarda doce e chucrute e fomos felizes (:

À tarde fomos caminhando até o Palmen Garten, o jardim botânico da cidade. No caminho encontramos um mercado lindo – o Frankfurter Kleinmarkthalle – e claro que entramos pra conferir. Uma dica é sempre, eu disse SEMPRE, conhecer os mercados das cidades que se visita. É uma ótima forma de ver as comidas típicas, as frutas, as flores da região e também os preços. Sem falar nos costumes dos locais. Eu adoro! O local é super antigo, de 1890, e tem diversos produtos. Se não for comprar nada, pelo menos sairá com ótimas fotos.

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Já no Palmen Garten, vale passear por todo o parque. No dia que fomos estava super quente, então era legal ver as crianças brincarem nos parquinhos com água – e a vontade era de me juntar a elas, hehe. Fiquei boba com as flores, lindas lindas.

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Na volta, passamos na praça onde fica a Antiga Ópera de Frankfurt, considerada uma das melhores casas de ópera da Europa. Um belo prédio de 1880 e que foi destruído na Segunda Guerra Mundial. Aliás, é impressionante ver tantos prédios históricos que foram destruídos e hoje estão ali, super bem preservados.

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Falei que tava calor? Não resisti e entrei na fonte, pelo menos pra molhar os pezitos (;

Àquela hora já estávamos com fome e pedimos indicação pra um alemão, que falava português, que conhecemos bebendo cerveja numa naquelas mesas comunitárias que falei antes. Tão legal! Ele nos recomendou um restaurante bem tradicional que fica numa região bem antiga da cidade, Alt Sachsenhausen, do outro lado do rio. Lá fomos nós! O lugar se chama Apfelwein Fichtekranzi e tem uma área externa super concorrida e pratos típicos.

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Depois da bomba calórica, fomos passear pela região. O sol já estava indo embora, deixando a luz da cidade ainda mais bonita.

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Fomos dormir já que no outro dia tínhamos que buscar o carro no aeroporto e partir pra Mainz, assunto do próximo post.

O que mais vocês gostam nos posts de viagem? Me contem nos comentários (:

Quando a gente faz 30

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Dizem que quando a gente faz aniversário é que o nosso ano começa de verdade. Nada de réveillon. A não ser que você tenha nascido quando todo mundo comemorava mais um ano novo. É no dia que nascemos que teríamos que fazer aquela análise anual de como estamos levando a vida e definir o que queremos para os próximos 365 dias.

Esse ano, pela segunda vez, passei o meu aniversário longe de casa. Bem longe. Ano passado comemorei meus 29 no Canadá, fazendo meu intercâmbio. E esse ano fiz 30 em Munique, numa viagem que ainda vai render muitos posts por aqui, e que me fez muito feliz #saudadesalemanha (;

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Há alguns meses comecei a pensar o que esse número representava pra mim. Porque a gente sabe que fazer 30 pra uma mulher tem um peso diferente. Acabou os vinte. Nunca mais direi, tenho vinte e (três pontinhos). Engraçado que quando a gente coloca os pensamentos em voz alta ou nesse caso, aqui no post, tudo parece ser uma grande bobagem na verdade. Não é porque eu fiz 30 que algo vai mudar. Ou vai?

No meu caso, algo mudou sim. Mas claro que não foi pelo fato de eu fazer 30 anos. Talvez seja só sinal de amadurecimento mesmo. O fato é que comecei a fazer uma análise de como andava minha vida, num exercício de autoconhecimento, sabe? Comecei a pensar no que estava bom, e o no que não estava me deixando satisfeita. Na maioria dos “setores” tudo estava em perfeita ordem, mas eu mesma, lá fundo, não estava me sentindo realizada.

A impressão era de que eu estava me afastando de mim mesma, sabe? Buscando coisas que pra maioria seria o certo a fazer ou bacana de conquistar, mas que pra mim não fazia sentido, não estava me fazendo feliz. Esses dias li uma reportagem na revista Vida Simples que falava sobre a importância de relembrar quem éramos quando crianças. Um trecho em específico me chamou a atenção: “A gente muda e pensa que está mais feliz. Daí vai ler algo do passado, de quando era criança, e descobre que mudou para ser o que já era, voltou para o seu coração”. Interessante, né?

Muitas vezes acabamos fazendo coisas porque todo mundo está fazendo e nem ao menos nos perguntamos se aquilo realmente representa o nosso desejo de verdade. E esse desejo pode ser uma faculdade, um emprego, e até mesmo um filho. Pra ser feliz não existe receita de bolo. Cada um tem que encontrar a sua forma. Por isso, é super importante parar e analisar as suas metas de vida:  elas são um desejo genuíno seu ou, simplesmente, é o que todo mundo espera de você?

Falando do meu caso, pessoalmente, comecei a perceber que trabalhar com moda e estar em contato com este mundo estava me tornando uma pessoa consumista. Me pegava desejando coisas que não fariam diferença na minha vida. Me frustava com coisas que não faziam sentido. O problema é que estava focando nas coisas erradas.

Eu sempre gostei de me vestir bem, de ter coisas boas, não há nenhum problema nisso. O problema é que eu estava exagerando. Por ter o blog coloquei na cabeça que sempre precisava ter aquela peça/tendência pra mostrar pra vocês. Comprava, usava uma vez pra fazer o look do dia e ela ficava lá, parada. Isso me dava uma angústia! Afinal, estava gastando dinheiro em algo que não tinha a ver comigo só pra mostrar um look bonito por aqui. Isso não faz nenhum sentido, né? Ainda mais que sempre bati na tecla do estilo pessoal, de só vestir o que te faz se sentir bem. Pois é, mordi a língua. Enquanto isso meu guarda-roupa ficava cada dia mais lotado.

Se o seu guarda-roupa é lotado de roupas que você super usa, ok. O problema é que nem sempre é o que acontece. Na maioria das vezes usamos muito pouco do que temos e apesar de não ter espaço pra mais nada, ainda sentimos aquela sensação de não termos nada pra usar.

E esse comportamento vai além do guarda-roupa. A gente guarda tralhas e cacarecos que nunca usamos, mas que estão ali, acumulando energia e que não significam nada.

Eu estava muito frustada com isso, não aguentava mais gastar dinheiro em coisas que não faziam sentido pra mim. Queria focar mais no que eu amava fazer e não perder tempo com desejos sem importância.

Foi quando eu encontrei o conceito de armário-cápsula e o minimalismo. Já ouviram falar? Basicamente é ter somente o que você usa de verdade, o que te faz feliz, o que você ama. Ter menos. Simplificar. Liberar espaço. Focar naquilo que faz mais sentido na sua vida.

Vocês ainda vão ouvir falar muito sobre isso porque aqui, e também no meu novo blog, que estou construindo.

Só queria deixar essa minha nova fase registrada aqui. Afinal, o Moça Fresca é uma extensão da minha vida. Os posts sobre moda vão continuar, mas com um novo foco, buscando sempre o estilo pessoal com consumo consciente. Porque pra se vestir bem não é preciso ter um armário lotado de coisas que você não usa.

Se você chegou até aqui, obrigada! E se os 30 também fizeram você enxergar algo diferente, comenta por aqui? Vamos dividir experiências!

Um beijo, 

Nati