Papo de mãe: Sabe de nada inocente!

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Oi gente! A coluna Papo de mãe deste mês traz as descobertas de uma mãe nos primeiros dias – e meses! – com o bebê em casa. Emocionante ver que quando uma criança nasce, nasce também uma mãe – que apesar do instinto, muitas vezes de sente perdida e com dúvidas. Adorei o relato da Verônica. Espero que ajude a acalmar o coração de todas as mamães.

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João Henrique, calminho, com 18 dias

Quando engravidei um amigo me disse, enquanto eu estava fazendo mil planos pra quando o João Henrique tivesse uns dois ou três meses, “Sabe de nada Inocente”. Fiquei pensando, o que ele sabe sobre ser mãe? Nada! Mas ele estava totalmente certo! Eu não sabia nada mesmo, pobre inocente! E nos primeiros três meses eu só lembrava do André me dizendo “Sabe de nada inocente”, e aquilo virou um mantra.

Eu não sabia que amamentar doía, meu seio rachou, eita dor viu. Imaginava sempre aquele momento sublime que lia nos textos e na troca de amor e cumplicidade. Mas o meu início foi beeeeeeeem difícil. Juro que vinha a dor em primeiro lugar. A notícia boa é que foi apenas o começo, e o amor, a troca e cumplicidade vieram depois que o seio cicatrizou. Dica meninas, façam banho de luz no seio para eles não racharem!

Eu não sabia que roupa seria um artigo de luxo, e que qualquer pijama, ou até mesmo o robe seria o meu modelo preferido por um bom tempo. Afinal, o meu programa era amamentar, trocar fralda, fazer arrotar e nesse entremeio entre uma mamada e um arroto poderia vir um vômito, e ai adeus aquela roupa linda. Ou então a melhor blusa era a blusa que não tinha leite azedo. Juro que eu lia isso nos textos e pensava, que mulheres relaxadas! Relaxadas, nada, sabe de nada inocente!

Eu não sabia que falar de coco, vômito, catarro, seriam meus assuntos preferidos.

Eu não sabia que limpar um coco bem feito e analisar minuciosamente aquilo me deixaria feliz. Virei especialista em coco.

Eu não sabia que uma simples ida ao mercado me deixaria eu me sentir tão adulta e me faria colocar salto, maquiagem e até passar perfume.

Eu não sabia que eu me sentiria culpada por querer dormir mais um pouco.

Eu não sabia que cada descoberta do meu filho era um descoberta minha também.

Eu não sabia que cada febre nele, era febre em mim.

Eu não sabia o quanto era importante o círculo de ajuda. Aquela rede de apoio que as nossas avós faziam quando um bebê nascia.

Eu não sabia que o puerpério é um período suuuuuuuuuper barra pesada, e a mãe precisa de ajuda, apoio, amparo, carinho e a única coisa que a mãe não precisa é de julgamento.

Eu não sabia que eu me sentiria uma mulher realizada e, de verdade, não lembro como era antes.

Eu sabia que me falavam várias coisas, mas que só passando por cada processo e cada etapa para acreditar.

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3 comentários

  1. Marjorie

    Ah o puerpério!! Todo mundo fala que depois que passa sentimos saudades, não cheguei nessa fase da saudade não!
    O puerpério é lama, treva, tirando o bebe é claro, que é a parte bonita da coisa toda! Hahaha
    Mas uma coisa aprendi, o parto assim como o puerpério são terapias, momento de puta reflexão, onde temos uma baita oportunidade de crescimento, de autoconhecimento!!
    Texto maravilhoso, como sempre Veve!!
    ;*

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  2. Andre Rosa

    Lindo texto Vero! Embora não tenha sentido na carne, nunca esquecerei da coragem que minha esposa demonstrava a cada vez que me pedía que lhe trouxesse nossa filha para amamentar, naqueles primeiros dias! Sofri só de assistir.
    Vocês são bravas!!!!

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  3. Aline

    Show!!!!! Muito boa reflexão!!!!! Adoreeeeei Vê!!!!!!!!

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