Being real

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Tenho pensado muito nessa questão das redes sociais e o quanto estamos nos importando com coisas que, no fundo, não tem importância. Recentemente li alguns posts super sensatos da Oficina de Estilo que falavam exatamente sobre isso. Porque todo mundo ali é mais bonito, mais rico e bem sucedido que a gente? Que padrão é esse que temos que seguir pra sermos “aceitos”?

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A verdade é que os valores estão se invertendo. A espontaneidade se perdeu.

Mas não vale só culpar a mídia e as revistas com suas fotos photoshopadas por isso. Achei super correto quando as meninas da Oficina escreveram (nesse post) que quando a gente limpa toda a nossa “sujeirinha” pra postar no Instagram a maravilha que é a nossa vida – insira um tom sarcástico aqui – estamos contribuindo pra essa sensação de que todo mundo vive a vida dos sonhos, só a gente que não! E aí gera a angústia.

“Quando a gente edita/limpa a parte natural da vida e usa quaisquer ferramentas pra só exibir roupas perfeitas, maquiagens perfeitas, viagens perfeitas, filhos perfeitos, casa perfeita, refeições perfeitas, fins de semana perfeitos… a gente perde nossa humanidade e, por consequência, a liberdade de aceitar nossas próprias singularidades. Enquanto a gente não aceita e abraça as nossas próprias singularidades, a gente não se liberta pra também admirar essas singularidades nos outros. E aí não tem como não competir.” 

Confesso que estou bem irritada com tudo isso. Parece que estamos vivendo uma mentira. Ferramentas que deveriam servir pra nos inspirar estão nos angustiando. Como trabalho com isso, não posso simplesmente desistir e sair – como muitas vezes tenho vontade. Mas então qual o caminho? Vocês também sentem isso?

Porque gente, todo mundo tem seus dias tristes e cinzentos. O interessante é que sempre que conto sobre meus problemas, minhas angústias e preocupações pra pessoas próximas percebo como é bom conversar sobre isso, porque assim a gente se ajuda. Saber que não é só com a gente que acontecem coisas chatas e ruins acalma o coração. Não é? E isso não é muito melhor do que alimentar uma impressão falsa sobre a nossa vida?

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2 comentários

  1. Debora

    Verdade…

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    1. Nati Grazziotin

      😉

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