maio 2015

Being real

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Tenho pensado muito nessa questão das redes sociais e o quanto estamos nos importando com coisas que, no fundo, não tem importância. Recentemente li alguns posts super sensatos da Oficina de Estilo que falavam exatamente sobre isso. Porque todo mundo ali é mais bonito, mais rico e bem sucedido que a gente? Que padrão é esse que temos que seguir pra sermos “aceitos”?

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A verdade é que os valores estão se invertendo. A espontaneidade se perdeu.

Mas não vale só culpar a mídia e as revistas com suas fotos photoshopadas por isso. Achei super correto quando as meninas da Oficina escreveram (nesse post) que quando a gente limpa toda a nossa “sujeirinha” pra postar no Instagram a maravilha que é a nossa vida – insira um tom sarcástico aqui – estamos contribuindo pra essa sensação de que todo mundo vive a vida dos sonhos, só a gente que não! E aí gera a angústia.

“Quando a gente edita/limpa a parte natural da vida e usa quaisquer ferramentas pra só exibir roupas perfeitas, maquiagens perfeitas, viagens perfeitas, filhos perfeitos, casa perfeita, refeições perfeitas, fins de semana perfeitos… a gente perde nossa humanidade e, por consequência, a liberdade de aceitar nossas próprias singularidades. Enquanto a gente não aceita e abraça as nossas próprias singularidades, a gente não se liberta pra também admirar essas singularidades nos outros. E aí não tem como não competir.” 

Confesso que estou bem irritada com tudo isso. Parece que estamos vivendo uma mentira. Ferramentas que deveriam servir pra nos inspirar estão nos angustiando. Como trabalho com isso, não posso simplesmente desistir e sair – como muitas vezes tenho vontade. Mas então qual o caminho? Vocês também sentem isso?

Porque gente, todo mundo tem seus dias tristes e cinzentos. O interessante é que sempre que conto sobre meus problemas, minhas angústias e preocupações pra pessoas próximas percebo como é bom conversar sobre isso, porque assim a gente se ajuda. Saber que não é só com a gente que acontecem coisas chatas e ruins acalma o coração. Não é? E isso não é muito melhor do que alimentar uma impressão falsa sobre a nossa vida?

Trend: Long Cardigan

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Tem um tempinho que ando reparando nos cardigans longos, acho eles super estilosos e diferentes dos tradicionais, né? O que é sempre bom pra variar. O estilo vem de uma evolução do normcore (que já falamos por aqui, lembram?) e tende alongar as bainhas, deixando tudo mais confortável e com aspecto “largado”. Sempre que a moda traz algo novo temos que pensar que é uma reação a algo que estamos usando muito, por exemplo, os croppeds. A silhueta alongada seria uma reação aos tops curtíssimos? Acho bem provável :)

O fato é que esse estilo é muito mais democrático, não acham? Quero muito um modelo de cardigan longo pra chamar de meu e por isso decidi pesquisar referências de como usar. Assim vocês também se inspiram! Tem cada look incrível… Check it out.

longcardigan10 cardiganslongos6 cardiganslongos5 cardiganslongos8 longcardigan9 cardiganslongos4 cardiganslongos2 cardiganslongos7 cardiganslongos3Os estilos são bem variados, né? Românticas com tons pastel, usando scarpins e sandálias minimalistas… Com tênis, modelos masculinos e botinhas mais descoladas. Adoro o efeito que eles dão aos looks. Além de serem ótimas opções pra se aquecer no inverno. Não é?

Vou listar algumas marcas onde encontrei os long cardigans:

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Quem mais curtiu?

Puro Estilo: Boho

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Oi! Vocês devem estar pensando: – Mais um look com chapéu, Nati? Mas gente, fazer O QUE se é colocar o chapéu que a graça acontece? Ainda mais um vermelho como esse do look pra loja Puro Estilo. O acessório super combinou com o look, que tem uma pegada boho, que ando amando. Vocês repararam?

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O colete de pêlo preto da Anselmi é um item curinga pra ter no guarda-roupa de inverno. Combina com tudo, esquenta e ainda dá aquela bossa às produções. Ele se encaixa naquele truque da terceira peça que a gente sempre fala por aqui :) Fiquem com o look e depois me digam se curtiram, ok?

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Ah, esqueci de comentar sobre o meu cabelo! A ideia de colocar faixas pra alongar foi do Manno, que assina a beleza do edit. O que acharam? Apesar de ser leonina e amar um cabelão, eu ainda prefiro meu cabelo mais curto. E vocês?

E aí, curtiram o look?

Fotos: Guto Escobar 

Beleza: Manno Escobar

A primavera e a cidade

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Estar em Nova York na primavera sempre foi um desejo meu. Aliás, sempre quis conhecer todas as “Nova Yorks”, mas principalmente na primavera e no outono. Pra mim, as estações mais lindas, charmosas e que mais encantam aos olhos. A minha primeira vez foi no verão. Mas tivemos sorte, porque não tava muito quente. A segunda, no inverno, que deixa tudo muito lindo – ah, a neve! – mas nada prático. Sair toda encasacada num frio negativo não faz de uma viagem a mais agradável.

Dessa vez fomos na primavera. Ah, que lindeza! Não imaginava ser tão lindo. Sou suspeita, porque amo flores – o lado romântico dentro de mim não parava de suspirar por lá. As magnólias, as tulipas, as cerejeiras… Tudo tão intenso, tão singelo e ao mesmo tempo, tão rico.

Toda vez que via um canteiro, parava, fotografava e ficava admirando. Adoro cidades com estações definidas e Nova York é assim, bem clichê. O inverno é branco, o verão é quente, a primavera florida. Agora só falta conhecer o outono na cidade. Mal posso esperar pra encontrar uma Nova York em tons quentes e alaranjados. Mas por enquanto fiquem com a primavera mais linda que já vi.

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Não parece de mentira? 

**pra ler todos os posts sobre Nova York, clica aqui.

Um beijo,

Nati

Papo de mãe: O diagnóstico que mudou a minha gestação

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Oi, meninas! Oi, mamães e futuras mamães! A coluna sobre maternidade da Vero desse mês fala sobre um assunto bem delicado e que a gente acaba não discutindo muito. Afinal, consideramos a gravidez uma benção e falar sobre os problemas pode não ser muito confortável. Porém sabemos que problemas existem. E como! Por isso é tão importante falar sobre eles. Aqui vocês acompanham o que a Verônica passou na gravidez do João Henrique. Acredito que muitas irão se identificar.

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Quando fui na primeira consulta com a médica sabia de todos os exames que ela iria me pedir, inclusive um que na minha cabeça já sabia o resultado e seria negativo. A minha médica tem por conduta pedir o exame da trombofilia, que é quando ocorre a formação de trombos nas veias. Na gravidez uma trombofilia não tratada pode levar à morte do bebê e em complicações mais sérias, a da gestante também. O “único” histórico que eu tinha na família foi de uma tia que com 40 anos teve um AVC, e hoje está bem, não teve sequela nenhuma e controla com o uso de medicamentos.

O resultado do exame de sangue saiu em um mês e pimba, eu tinha trombofilia e teria que usar o medicamento todos os dias durante a gestação. Um pânico e negação do resultado do exame me tomaram por dois dias, exatamente à espera pela próxima consulta. Antes disto conversei com uma outra tia, que também é trombofílica, teve duas gestações e tomava as injeções do remédio, como eu teria que fazer. Chorei muito, afinal não estava conseguindo entender e aceitar porque eu tinha sido “abençoada” com tal problema, afinal um dos sintomas da trombofilia era a dificuldade para engravidar, coisa que para mim não foi difícil.

Enfim, minha tia – que também é médica – me explicou tudo o que aconteceria, os tipos diferentes de trombofilia que existiam e as consequências, caso eu me negasse a fazer as injeções do anticoagulante todos os dias. Eu não queria correr risco nenhum e menos ainda colocar o meu filho em risco. Esta conversa com a minha tia foi bem esclarecedora e acalentadora. Não me senti sozinha e depois pesquisando descobri que outras amigas também já tinham tido o mesmo problema e tomaram as injeções de Clexane todos os dias, assim como eu. Minha médica me explicou que as mutações que tenho são adquiridas e hereditárias, ou seja, o meu caminho não seria outro que tomar a injeção.

Ainda lembro o dia em que tomei a primeira injeção, uma amiga me ajudou a fazê-la já que você mesma faz a aplicação e a seringa é tão fininha que não se sente. Suei frio, senti a agulha furar a minha barriga antes mesmo de entrar na pele. Primeira injeção feita, agora era seguir e tomar as outras. Na primeira semana não tive coragem de fazer sozinha e pedi ajuda ao meu marido para aplicar a injeção, na segunda semana já estava mais fortalecida e criei coragem de fazer sozinha. Me achei o máximo, me aplicando aquela injeção sozinha. Era uma evolução e tanto para quem tinha negado e agora estava “tirando de letra” aquela situação toda. No final da gestação eu já estava mais que craque, e se tinha algum compromisso que não estivesse em casa para fazer levava o meu álcool na bolsa, a seringa e ia ao banheiro fazer a aplicação. Foram 214 injeções, 214 dias em que eu estava mais do que tudo protegendo meu menino, e a mim também.

No final da gestação, com todo o cuidado e tratamento feito, ainda apareceram alguns trombos na placenta, e a dose foi aumentada. Cada ultrassom era uma agonia para saber se todas as minhas veias da placenta estavam “limpas” ou se tinha alguma obstrução, e nas que tinham a obstrução qual era a dimensão. Foram três semanas desgastantes até o João Henrique nascer, em que um misto de raiva e medo tomavam conta de mim, afinal eu tinha feito tudo certo, estava tomando a medicação e porque cargas eu ainda tinha aqueles trombos no corpo. Para minha alegria e felicidade meu pequeno continuava crescendo, ganhando peso e os trombos não eram próximos ao cordão umbilical. O que não representava tanto risco. Cada ultrassom era uma vitória. E descobri com a trombofilia uma garra, determinação e um amor que eu jamais imaginei que teria.