Happiness is a inside job

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Tô começando esse texto sem saber bem onde vou chegar, e se você está lendo é porque terminei e alguma coisa fez sentido. Esses dias escutei algumas coisas que me fizeram pensar a respeito da nossa geração, a tal geração Y. Mas às vezes me pego pensando qual é na real, o X da questão.

Porque assim, nós, na casa dos 20 e muitos anos estamos no meio de duas gerações – nós sabemos o que é um walkman e uma fita cassete e sabemos “mexer” na internet muito bem obrigado. Quer dizer que conseguimos tanto conversar com os nossos avós sobre muita coisa do passado, porque a gente realmente viveu aquilo, assim como conversamos com os nossos sobrinhos que já nascem com um iPad na mão.

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Isso nos torna, sem dúvida, possuidores de muita referência, de muito repertório, o que nos faria transformadores. Mas a questão é que a maioria das pessoas que conheço da minha idade anda bem perdida. Tipo, não sabe se colocou o X no lugar certo na hora de fazer o vestibular. Muitas estão querendo mudar de área, recomeçar uma faculdade do zero, tamanho descontentamento. Eu mesma fico pensando se estou indo na direção certa.

A impressão que tenho é que na época dos nossos pais era mais fácil. Eles não tinham essa nossa “necessidade” de ser feliz como nós temos. As coisas pareciam mais simples. Era fazer uma faculdade, casar, ter um emprego estável que garantisse um salário razoável, um bom plano de saúde, uma casa própria, uma carro na garagem, filhos… Isso era sinônimo de felicidade. Estou falando isso como uma impressão que eu tenho, não quer dizer que estou totalmente certa. Claro que tinha pessoas que pensavam diferente. Mas parece que a maioria tinha essa ideia de vida feliz. E lendo o que estou escrevendo agora, porque não seríamos felizes com tudo isso?

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A real é que a gente anda muito insatisfeito. Se a gente tem um emprego a impressão é de que estamos presos e perdendo tempo, que deve ter algo muito melhor do que aquilo. Tenho amigos que largaram empregos estáveis e seguros pra tentar se encontrar de alguma forma, bem longe das suas famílias, numa tentativa de busca interior. Eu acho que não teria essa coragem, mas admiro quem tem.

O mundo está girando cada vez mais rápido, as informações são muitas e a gente não consegue consumir tudo. Se estamos parados a sensação é de que estamos perdendo tempo e algo muito interessante. Sem perceber que o que realmente importa acontece dentro da gente mesmo.

Uma coisa que aprendi na terapia foi que, se estamos de bem com a gente é difícil algo nos incomodar. As coisas ficam mais simples, mais fáceis de digerir. É mais fácil rir de tudo. E não acho que a nossa geração seja “reclamona” porque quer. Deve ser porque a gente tem tanta informação e tanta possibilidade de fazer o que quiser que se contentar com o que parece ser básico não é admissível.

Espero ter a sensibilidade de perceber que são as coisas mais simples que realmente importam sempre. Principalmente no final.

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6 comentários

  1. tania Bohrer

    A felicidade coneça em nos importarmos com o bem estar de quem está próximo de nós e não pensar somente em si mesmo

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    1. Nati

      É verdade, mãe! Mas isso é cada vez mais difícil da gente ver… A gente acaba priorizando muito o “eu” e esquece de como é bom ver os outros ao nosso redor felizes!

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  2. Gabi Lummertz

    Nossa Nati, incrível como praticamente todos da Geração Y pensam igual. Hehehe… Mas eu estou passando exatamente pela mesma situação de questionamentos. Com ajuda da terapia, coaching, eu percebi que eu sempre soube o que eu quero e que as coisas acabam se encaminhando para onde eu quero, mas que essa evolução não é como um clique do mouse, ela é lenta, temos que ter paciência e partir pra ação, como tudo acontece rapidamente queremos que com as coisas da nossa vida também aconteçam assim, só que não é assim que tem que ser, o imediatismo é o nosso mal. Como diz o meu pai, as coisas acontecem quando tem que acontecer, não na hora que tu quer que aconteça. E é bem isso mesmo que tu disse, estar bem consigo é a melhor saída, isso que temos que buscar, assim estaremos felizes sempre, em qualquer lugar e em qualquer situação. Hoje andei bastante por aqui, estava com saudade. Quando estiveres por Poa vamos combinar um almoço, um café. Beijos

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    1. Nati

      Não é, Gabi? Não estou sozinha nesse meio pensamento, então! hehe
      Estou indo toda semana pra Poa num curso, todas as segundas. Se puderes, podemos marcar um café no final da tarde!
      Beijos

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  3. Cibeli

    Oi Nati,
    Gostei da reflexão, acho importante fazer uma parada de vez em quando pra pensar sobre o que realmente vale a pena e se estamos pelo menos tentando ir por um caminho que nos torne mais “humanos”; quero dizer, que nos deixe feliz e que faça outros felizes, afinal de nada adianta ser feliz sozinho né?!
    Bj

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    1. Nati

      Verdade, Cibeli! Muito amor seu comentário <3

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