março 2014

Estilo + sustentabilidade: essa equação fecha?

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Essa semana tivemos a presença do designer belga Bruno Peters na master class do curso que estou fazendo na Perestroika, o Fashion Inc. Bruno já trabalhou em grandes grifes, como Hugo Boss e Martin Margiela, mas disse que não era feliz desempenhando esse trabalho.

Ele nos contou que sempre tivera o sonho de trabalhar exatamente onde estava, porém não se sentia realizado. Foi aí que resolver tirar dois anos sabáticos pra ver o que realmente queria. E foi na Índia que teve o click.

Quando criança sempre gostou da natureza, dos animais, e estava indo contra a sua verdadeira essência. Decidiu, então, criar uma marca sustentável e ser 100% transparente.

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O que isso quer dizer? A Honest by. (criada em 2012) informa para os seus clientes TODOS os materiais utilizados para a confecção de suas peças. Com o referente fornecedor e valor gasto em cada item no processo de fabricação. Isso é muito incrível!

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Bruno e sua marca são o oposto do que a gente vê em termos de moda por aí. Mas ele garante que é possível sim fazer uma marca sustentável e rentável ao mesmo tempo. Basta querer, diz. E ele aposta também que cada vez mais as marcas vão entender a importância de produzir roupas e qualquer item de vestuário de maneira sustentável. E que isso reflete pra onde parte da nossa sociedade está caminhando. Em querer mais qualidade e menos consumo.

Uma marca que entendeu isso e que em pelo menos uma linha está seguindo esse caminho é a gigante sueca H&M. A sua Conscious Collection é uma coleção que traz peças em materiais sustentáveis. A novidade é a parceria com a Ever Manifesto, publicação que visa influenciar as pessoas para essa questão. O resultado é a coleção Conscious Exclusive, criada com tecidos sustentáveis e de origem ética, como algodão e seda orgânicos, couro vegetal e poliéster reciclado.

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A campanha é maravilhosa. As peças, inspiradas nas danças flamencas e touradas espanholas, são super delicadas, com babados, rendas e muitos bordados. Tudo muito lindo!

É ótimo saber que marcas de moda estão se importando com essa questão. Porque como Bruno Peters disse na sua conversa com a gente: – Nós temos que entender que somos nós que precisamos da natureza, não o contrário. Ela vive muito bem sem a gente. Se temos que ser sustentáveis e consumir consciente é por nós mesmos. 

Nós concordamos, Bruno!

Leitura do mês: Fevereiro e Março 2014

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Ai gente, que vergonha! Em janeiro o título dessa tag era leituras do mês, assim com “s”, e nos dois meses seguintes só consegui ler um livro! hahaha Mas que nada, o importante é que consegui riscar mais um livro da minha extensa lista de leituras.

E o livro que comecei a ler no início de fevereiro e levei quase dois meses para terminar foi o maravilhoso “A Sombra do Vento”, do espanhol Carlos Ruiz Zafón. O livro tem 399 páginas mas tem uma narrativa tão eletrizante e com tantos detalhes que as páginas correm sem a gente perceber.

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A história se passa numa Barcelona da metade do século XX, um período cinzento do pós guerra. Aliás, a imagem que eu tenho das cenas do livro são todas cinzas, escuras e tristes. A narrativa começa em 1945 quando Daniel Sempere, um menino de 11 anos, se sente triste por não lembrar da imagem da mãe. Na tentativa de alegrar o menino, seu pai, um velho livreiro, o leva até o Cemitério dos Livros Esquecidos, espécie de biblioteca secreta que quase ninguém tem conhecimento. Lá ele encontra e leva pra casa o livro A Sombra do Vento, de um escritor barcelonês, Julián Carax. Logo no início da leitura o menino fica fascinado pelo livro e decide ir atrás de outros livros do mesmo autor. E é aí, quando ele começa sua busca por informações de Carax e de seus livros que a aventura começa. Daniel descobre que todos os livros de Carax estão sendo sistematicamente queimados e que este exemplar que tem em mãos pode ser o último remanescente desse autor misterioso.

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O livro é super envolvente, melancólico, com muito suspense, aventura e romance. Gostei tanto que fiz como Daniel, estou indo atrás de outras obras do autor, e o próxima talvez seja “Marina”, uma das primeiras obras de Carlos Ruiz Zafón, um legítimo contador de histórias. Gosto de pesquisar livros bacanas no blog da Nina, o Cronista Amadora, viu?

Alguém já leu “A Sombra do Vento” ou “Marina” e quer contar o que achou aqui pra gente?

Look Casa Gaia: Carina Duek

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Olá meninas! Depois de um post reflexivo ontem (lerem o meu desabafo?) hoje o post é bem leve! 😉 Vamos ver mais um look que fotografamos na Casa Gaia?

Dessa vez quero mostrar pra vocês um pouco da coleção de inverno de uma marca que adoro, Carina Duek. A campanha, super cool e sexy, é estrelada pela top Aline Weber e traz elementos como peles e prints lindíssimos, como este da saia que uso no look. Se olharem com atenção vão ver que a estampa nada mais é do que peles multicoloridas. Esse print aliás, na sua versão pele verdadeira, foi personagem de uma coincidência fashion: o mesmo material usado em um casaco de Carina desfilado há cerca de 4 meses foi visto no desfile de Saint Laurent que aconteceu este mês. Isso pode ser explicado pois as duas marcas são clientes do mesmo fornecedor. Coisas que podem acontecer no mundo da moda!

Bom, mas voltando ao look… Usei a saia godê que tem um tecido delicioso e é super fluída com a camisa preta com os punhos marcados e conclui com o cinto com textura de pelo, cheio de interessância. Adorei esse look, vejam só!

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Saia e camisa: Carina Duek

Gostei tanto do look que tive que levar essa camisa pra casa comigo! hehe

E aí, gostaram, meninas?

Casa Gaia | Capitão Eleutério, em frente ao Manno Escobar Cabeleireiros | Passo Fundo | Telefone: 54 3622-6188

Fotos: Diego Chagas

 

 

Beijos!

Happiness is a inside job

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Tô começando esse texto sem saber bem onde vou chegar, e se você está lendo é porque terminei e alguma coisa fez sentido. Esses dias escutei algumas coisas que me fizeram pensar a respeito da nossa geração, a tal geração Y. Mas às vezes me pego pensando qual é na real, o X da questão.

Porque assim, nós, na casa dos 20 e muitos anos estamos no meio de duas gerações – nós sabemos o que é um walkman e uma fita cassete e sabemos “mexer” na internet muito bem obrigado. Quer dizer que conseguimos tanto conversar com os nossos avós sobre muita coisa do passado, porque a gente realmente viveu aquilo, assim como conversamos com os nossos sobrinhos que já nascem com um iPad na mão.

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Isso nos torna, sem dúvida, possuidores de muita referência, de muito repertório, o que nos faria transformadores. Mas a questão é que a maioria das pessoas que conheço da minha idade anda bem perdida. Tipo, não sabe se colocou o X no lugar certo na hora de fazer o vestibular. Muitas estão querendo mudar de área, recomeçar uma faculdade do zero, tamanho descontentamento. Eu mesma fico pensando se estou indo na direção certa.

A impressão que tenho é que na época dos nossos pais era mais fácil. Eles não tinham essa nossa “necessidade” de ser feliz como nós temos. As coisas pareciam mais simples. Era fazer uma faculdade, casar, ter um emprego estável que garantisse um salário razoável, um bom plano de saúde, uma casa própria, uma carro na garagem, filhos… Isso era sinônimo de felicidade. Estou falando isso como uma impressão que eu tenho, não quer dizer que estou totalmente certa. Claro que tinha pessoas que pensavam diferente. Mas parece que a maioria tinha essa ideia de vida feliz. E lendo o que estou escrevendo agora, porque não seríamos felizes com tudo isso?

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A real é que a gente anda muito insatisfeito. Se a gente tem um emprego a impressão é de que estamos presos e perdendo tempo, que deve ter algo muito melhor do que aquilo. Tenho amigos que largaram empregos estáveis e seguros pra tentar se encontrar de alguma forma, bem longe das suas famílias, numa tentativa de busca interior. Eu acho que não teria essa coragem, mas admiro quem tem.

O mundo está girando cada vez mais rápido, as informações são muitas e a gente não consegue consumir tudo. Se estamos parados a sensação é de que estamos perdendo tempo e algo muito interessante. Sem perceber que o que realmente importa acontece dentro da gente mesmo.

Uma coisa que aprendi na terapia foi que, se estamos de bem com a gente é difícil algo nos incomodar. As coisas ficam mais simples, mais fáceis de digerir. É mais fácil rir de tudo. E não acho que a nossa geração seja “reclamona” porque quer. Deve ser porque a gente tem tanta informação e tanta possibilidade de fazer o que quiser que se contentar com o que parece ser básico não é admissível.

Espero ter a sensibilidade de perceber que são as coisas mais simples que realmente importam sempre. Principalmente no final.

Inspiração: Saia Lápis

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Há um mês atrás mais ou menos a Gabi Pan me “encomendou” um post. Ela queria que eu desse dicas de como usar a saia lápis – “uniforme” preferido de advogadas como ela – de uma forma mais cool, mais moderninha. O post demorou pra sair Gabi, mas aqui está! hehe

Acredito que assim como ela, muitas meninas que precisam se vestir de uma forma mais alinhada no trabalho tenham dúvidas de como atualizar a maneira de usar a famigerada saia. Selecionei vários looks com saia lápis e pincelei truques de como usar de uma forma mais fresh! Espero que ajude!

Use com sapato colorido e moletom sequinho – Um scarpin colorido tem o poder de deixar qualquer look mais divertido. Se você for discreta aposte em tons de azul, como o klein, que é mais fechado. Agora, se você gosta de ousar o céu é o limite. Gosto muito dos rosas e verdes. E pra tudo ficar ainda mais descolado, troque a camisa por um moletom sequinho. Existem modelos bem femininos, com bordados de pedrarias e até rendas. Finalize com um bom maxi colar e pronto!

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Aposte em tricôs – Nem só de camisas e terninhos são feitas as combinações com saias lápis. Um bom tricô, seja um suéter ou cardigã, são ótimas pedidas. Acho bacana usar por dentro da saia e finalizar com um cintinho, como este look abaixo. Não é uma graça?

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Capriche na saia – Se a saia for bem ousada, com fenda ou algum detalhe que chame a atenção acho legal nesse caso apostar na camisa. Porque aí você compensa a ousadia da saia com o neutro da camisa mais básica. Camisas de seda ou que imitem o tecido são as mais chiques e certamente as que darão mais credibilidade a você e ao look!

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Aposte em ternos longos – Se tem uma peça super curinga e descolada é o blazer alongado. Jogue por cima do look e tudo ficará mais cool. Se ele tiver uma padronagem clássica como um xadrez então…

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Dê atenção ao ton sur ton – Peças com cores iguais em tonalidades diferentes são ótimas pra compor produções interessantes. Nesse caso os complementos podem ser neutros.

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Be fun! – Adoro peças divertidas. E acredito que com elas as produções com saia lápis ganham em originalidade. Amei um tanto esse look!

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Bom, meninas, acho que deu pra ter várias ideias de como usar a saia lápis de uma forma menos boring, né? Me contem nos comentários como vocês costumam usar e se tiverem uma dica legal, compartilhem!

Beijos!